Funcionalismo público e sindicatos: minimizar e extinguir

Por: Felipe Sandrin | 08/10/2017 00:00:00

Não é à toa que as cidades com maiores problemas de administração no Brasil sejam também as com maiores contingentes de funcionários públicos. Essa maldição da segurança nos cargos públicos só ajudou a elevar o status medíocre de um país conhecido mundialmente pela inoperância em todas suas camadas.
Lembram daquelas décadas em que pais educavam filhos para se tornarem funcionários públicos? Pois é, as tetas eram diversas e qualquer cargo com as garantias do governo parecia um ótimo negócio. Não adianta, todos nós temos aquele conhecido ‘concursado’ que ganha bem e trabalha pouco. E a grande culpa advém desse sistema nefasto com o qual nos acostumamos e hoje ajuda a aumentar o rombo administrativo de um país falido antes de tudo em sua moral.
Onde há governo há inoperância, tudo aquilo em que o Estado coloca a mão se torna uma tremenda porcaria. Mas por que discutimos tão pouco sobre isso? Entre diversos motivos um deles é bem claro para mim. Nos meus primeiros cinco anos de escola fui condicionado por professores a acreditar que a máquina do Estado funcionava e o grande fracasso estava no capitalismo, na forma como o dinheiro salvava homens de terno e enterrava homens trabalhadores que usavam um chinelo.  Parece piada, mas muitas escolas e universidades seguem disseminando as mesmas mentiras para as frágeis mentes esponjosas de nossos jovens.
A terrível fase pela qual passamos traz também bons ventos, por exemplo, o fim do imposto sindical. Sindicatos se tornaram uma das grandes doenças a assolar o país, são mais de 16 mil e os valores movimentados por estes passam de 2,2 bilhões por ano. O que é a CUT hoje se não um aglomerado de pessoas bancadas pelo PT? Um exército financiado com nosso dinheiro e que luta junto a um dos maiores criminosos que esse país já viu: Luiz Inácio Lula da Silva.
Eis a hora de revermos todos os caminhos que nos trouxeram até essa grande bola de sujeira que se tornou o Brasil. Da educação ao parlamento, do funcionalismo público de fachada aos verdadeiros trabalhadores. Eis o momento de percebermos os sangue-sugas que sempre estiveram entre nós.
Chega de escolas que eduquem crianças para serem zumbis de uma falsa causa. Chega de bandeiras vermelhas em falsas manifestações pela democracia. Chega de aceitarmos pessoas como Luciana Genro e Maria do Rosário como ‘representantes da minoria’. O brasileiro finalmente começou a notar quem verdadeiramente são essas pessoas e onde elas querem chegar.
A Venezuela padece, o povo sofre e a democracia foi extinta por um ditador sanguinário. Esse homem, Nicolás Maduro, é abertamente apoiado por essa esquerda canalha que diz lutar pelo bem dos brasileiros. Até quando eles pensavam que esse teatro duraria? Até quando eles achavam que o brasileiro engoliria calado os delírios inescrupulosos dessa gente que sempre usou dos trabalhadores para se proclamar santa?
O brasileiro cansou da inoperância da máquina pública e seus funcionários molengas. Chega de sindicatos formados por pessoas que só querem sugar o dinheiro dos verdadeiros trabalhadores.
Aos poucos o brasileiro acorda para o discurso fajuto de uma esquerda que só sobrevive graças ao dinheiro de quem realmente trabalha. Sempre foi assim em todos os cantos do mundo: eles só sobrevivem enquanto existe o nosso dinheiro.


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: [email protected]



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