Economia
12/09/2016 09:33:02

Pesquisa aponta que vendas devem ser 5% menores do que em 2015

 

A recessão econômica que atinge todo o país e que se mostrou forte também em Bento Gonçalves – dados divulgados pelo CIC na semana passada apontam recessão na indústria, comércio e serviços na cidade – deverá afetar também as vendas para o Natal. Pelo menos é isso que aponta uma pesquisa realizada pela Fecomércio em todo o Rio Grande do Sul e divulgada pelo presidente do Sindilojas Regional Bento, Daniel Amadio, ao SERRANOSSA nesta semana.

De acordo com os dados, as expectativas não são muito boas para as vendas. “A pesquisa apontou um crescimento na ordem de 2% em relação a 2015, mas que, se descontada a inflação que tira o poder aquisitivo das pessoas, resulta em um decréscimo na ordem de 5% a 5,5% pelo índice da inflação projetada”, explica o dirigente.
Em relação às contratações para o final de ano, uma pesquisa realizada em outubro mostrava que apenas 13% das empresas tinham intenção de contratar mão de obra temporária, distante das 22% apuradas na mesma pesquisa do ano anterior. “Também foi revelado que somente 25% das empresas manifestaram intenção de efetivação passado o período”, afirma Amadio.

Homens devem gastar mais
Sobre os gastos com presentes para o Natal, os dados indicam que, em média, cada consumidor pretende gastar R$ 470,12. “Os entrevistados mostraram-se contundentes em informar que pretendem gastar menos que no ano anterior”, detalha. A pesquisa aponta que os homens devem gastar mais: R$ 533,64, enquanto as mulheres devem desembolsar R$ 411,97.
Pela ordem de preferências, artigos de vestuário despontam como os itens que serão mais procurados para presente, com 68,6%. Em seguida, os brinquedos, com 39,7%, calçados e perfumes, com 13,5%, e cosméticos, com 11,9% das intenções.
Para superar esse momento de instabilidade econômica e ir à contramão da pesquisa, Amadio sugere que as empresas sejam criativas. “Bons preços, qualidade no atendimento, facilidades de pagamento, mix de produtos e opções de menor valor são algumas das soluções. Com a queda do poder de compra dos consumidores, a opção mais em conta ainda é a lembrancinha”, afirma.
Para Daniel, o país chegou no pior nível dessa recessão e a projeção é que para 2017 ocorra um crescimento geral da economia na ordem de 0,8%. “Parece pouco, mas se lembrarmos que neste ano os números somente caíram, fica como uma pequena luz no fim do túnel de uma retomada dos diversos setores, e não será diferente no comércio”, afirma. 



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