Determinação 

Não foi o acaso que colocou o jovem no lugar mais alto do pódio. A história de Jussemar mostra, na prática, que querer é, de fato, poder. “É preciso ter consciência de onde se está para saber aonde quer ir, traçar uma linha reta e seguir”, ensina. No dia 3 de janeiro, quando iniciou a preparação para o Mundial, ele já sabia que seria campeão. “Missão dada é missão cumprida”, resume. 

Ele conta que durante o período de preparação foi convidado para bater uma fotografia com os dois cinturões para expor na academia onde dá aulas. A convicção de que o resultado na Tailândia seria positivo, fez com que ele adiasse a sessão para incluir a futura conquista. “A cabeça já estava na frente e o corpo foi acompanhando. Quando chegou a hora da luta eu estava 100%”, confirma.

Disciplina 

A pior parte, segundo ele, é baixar o peso para enquadrar-se na categoria de até 81kg Pro-AM. Levando em conta que seu peso regular é 93kg, a tarefa parece ser bastante complicada. A dieta restritiva, de apenas 1.800kcal – capaz de mudar até o seu humor – é seguida à risca e o faz perder até 8kg. O restante é basicamente líquido que ele elimina por meio do suor – já chegou a baixar 6kg em apenas 6 horas. 

Para subir ao ringue e derrotar o adversário, não é apenas a parte física que conta: a preparação psicológica faz toda a diferença. Para tanto, Jussemar lança mão de aulas de ioga, algo que o faz evoluir como pessoa e aumentar a sua percepção sobre si mesmo. “Não é simplesmente colocar a luva e bater no outro cara. Tem todo esse nervosismo, essa cobrança, que podem fazer a diferença. De vez em quando você é muito melhor,  mas sua cabeça não está focada na luta e deixa a desejar”, comenta. 

A preparação tem de ser constante. Embora as competições sigam um calendário pré-estabelecido, ele é chamado para lutar em alguns eventos, com intervalo menor de antecedência. Quando diz que quer viver da luta, Jussemar não foca em uma única disputa. Hoje ele não pensa mais em lutar MMA, pensa em seguir lutando em pré-eventos como Glory, K-1 e Lion, que não costumam ter tanto marketing e nem transmissões televisivas. 

Gratidão 

O muay thai foi para Jussemar um grande divisor de águas. Foi por conta da luta que pela primeira vez viajou de avião, viu o mar, saiu dos limites do Rio Grande do Sul e até aprendeu a comunicar-se em inglês. É à figura do professor Eduardo Virissimo a quem credita as grandes transformações na sua vida. “Já tinha ele como um ídolo. Quando conheci, vi que era diferente das outras pessoas, ele pensa em ajudar o próximo tanto como professor quanto como amigo”, destaca. 

O esporte mudou a sua maneira de enxergar o mundo e também a si mesmo. “A luta abrange muito mais do que apenas um treino, uma atividade física. A gente não tem que superar o outro atleta, tem que se superar. A arte marcial promove essa ideia limpa: se supere, seja qual for o seu objetivo”, salienta. Com frequência ele escuta agradecimentos dos próprios alunos por conta das transformações que a luta lhes trouxe – muitas vezes apontadas primeiro por amigos e familiares. “A prática da arte marcial torna você uma pessoa mais focada, mais determinada no dia a dia. Sempre fui determinado com aquilo que queria, mas a luta promove uma capacidade mental incrível, e só quem treina, quem se deixa ser conduzido pela filosofia da arte, sente essa mudança”, complementa.

Humildade 

A humildade, uma das qualidades que mais preza, sempre fez parte da história de vida de Jussemar. As dificuldades que passou – a mãe enfrentou um câncer de mama e a irmã correu risco de vida na infância – o fizeram apegar-se à família e impuseram que começasse a trabalhar aos 12 anos de idade. Foi frentista, garçom, pedreiro, pintor e safrista – a condição para aceitar um emprego sempre foi poder encaixar horários para os treinos. 

Aos 17 anos, quando pisou pela primeira vez no tatame da academia para as aulas de muay thai, ganhou sua segunda família: a Garra Team, onde, segundo ele, não há vaidade entre alunos e professores. “Tem hierarquia, mas hierarquia de respeito, não de obrigação”, enfatiza. Os nomes que o inspiraram no início da carreira, hoje são colegas de treino – ele cita Estevão Beninca e Douglas de Andrade, o Cavalo. “Devo um pouco do atleta que eu sou a esses companheiros de equipe”, reconhece. 

Sem perder a humildade, Jussemar atribui o sucesso ao esforço pessoal e diz que as pessoas precisam acreditar mais no próprio potencial, seja qual for o objetivo. “É difícil seguir, mas não é difícil encontrar o caminho. Sou apenas um ser humano que abdicou de várias coisas, se esforçou e conseguiu algo. Sou uma pessoa melhor, com a mente muito mais aberta. Mas não melhor ou pior que ninguém, apenas diferente, sabendo reagir em diferentes situações. É preciso deixar o ego e a vaidade de lado. Tento ser o que quero ver no mundo, por mais difícil que seja”, conclui.

O mundial

Esta foi a quarta vez que Jussemar disputou um cinturão mundial – depois de duas vitórias em 2014 e 2015, em 2016 ficou com o vice-campeonato. A derrota, segundo ele, foi por conta do desconhecimento das regras – teve mais quedas e o adversário levou a melhor na pontuação. “Fiquei triste, mas se não ganhei é porque iria ser no ano seguinte. A gente nunca perde: a gente só ganha, seja a luta ou a experiência. Quem luta só ganha”, garante.  

A classificatória para o World Muay Thai Federation (WMF) envolve várias etapas: Campeonato Gaúcho, Copa RS, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Pan-Americano “Perdeu, está fora. Muita gente acha muito difícil porque já visualiza o Mundial, que é muito grande. Mas o primeiro passo é dado aqui”, comenta. Esta foi a primeira vez em que ele pôde preparar-se com mais afinco – nas edições anteriores não trabalhava com o esporte, complicando a rotina.

Em 2017, Jussemar fez apenas uma luta – definida conforme sorteio – contra um atleta do Uzbequistão. “Não foi difícil lutar, a dificuldade foi encaixar um jogo. Eles não são fáceis de nocautear, pois são focados e não se desestabilizam”, explica. Jussemar embarcou para a Tailândia no dia 6 de março com outros atletas da Garra Team de Bento Gonçalves e também do Estado. Foram 26 dias fora do país – sete para a competição em Bangkok e o restante aperfeiçoando as técnicas junto à Tiger Muay Thai, academia na cidade de Phuket, referência na modalidade. Para custear as despesas, os atletas se mobilizaram com a venda de camisetas e rifas – foram arrecadados R$ 12 mil em duas semanas. 

O evento não paga valores em dinheiro aos vencedores, mas os credencia a requisitar o Bolsa Atleta do Governo Federal. A burocracia impediu a liberação do benefício nos anos anteriores e agora Jussemar espera ser contemplado para o próximo ano. “Ainda tiro do bolso para poder lutar, mas é com maior prazer. A gente luta no amor, porque gosta, para chegar em um lugar maior”, esclarece. Quando mais títulos na luta amadora, maior será a sua promoção na luta profissional. “A luta é um show”, resume. 

Esta é a 23ª reportagem da Série “Vida de...”, uma das ações de comemoração aos 10 anos do SERRANOSSA e que tem como objetivo contar histórias de pessoas comuns, mostrando suas alegrias, dificuldades, desafios e superações e, através de seus relatos, incentivar o respeito. 

 

 

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Geral
20/04/2017 08:11:00

Vida de tricampeão mundial de muay thai

Nos dias em que a rotina parece absorver as energias e o cansaço toma conta, basta visualizar as conquistas na estante da sala de estar para retomar o foco. Os cinturões são mais do que parte da decoração: são um constante lembrete dos seus objetivos. Aos 23 anos, o tricampeão mundial de muay thai Jussemar André Noskoski sabe muito bem aonde quer chegar e os passos que precisa para a concretização do sonho: viver da luta. A dieta restrita, os momentos longe da família e a renúncia aos convites dos amigos para festas podem parecer um sacrifício para muitos, mas para ele são parte da jornada – um estilo de vida que aprendeu a amar. “Meu prazer está em treinar”, garante. Conhecer a história de vida de Jussemar é também uma lição sobre determinação, disciplina, gratidão e humildade.

Natural de Alpestre (RS), Jussemar veio ainda criança para Bento Gonçalves, junto com os pais, Clério e Elenir, e a irmã, Franciele. Foi por incentivo dos amigos que decidiu investir no muay thai, já com o objetivo de competir e seguir carreira. Os pais eram contra “pagar para apanhar”. “Quando chegava machucado em casa, nunca mostrava para a minha mãe. Precisava mostrar para ela, pelo menos no início, que estava tudo bem. Com o passar do tempo, ela começou a me assistir”, lembra. 

Por conta dos seus 1,96m de altura, diziam a ele que teria chances de se dar bem no esporte – um prognóstico que se confirmou: apenas três derrotas em 52 lutas. A primeira ocorreu no dia de sua estreia em competições. Após vencer o primeiro confronto, perdeu o segundo. “Nem por isso parei. Entrei na academia mais motivado”, recorda. Três meses depois, o duelo foi reeditado e ele levou a melhor. Com o empate, um novo embate foi marcado. Jussemar já treinava há 10 meses e ficou com uma pulga atrás da orelha: será que a vitória não havia sido apenas sorte? O resultado indicou que não. Luta após luta, ele foi superando seus limites e três anos depois já estava competindo profissionalmente. 

Nestes seis anos dedicados ao esporte, o período máximo longe dos treinos foram três semanas, por conta de uma viagem. Atualmente, além de praticar a modalidade com os alunos – atua como professor em uma academia com foco na atividade física e não em alto rendimento –, ele treina intensamente duas vezes ao dia: de manhã e à tarde. Aos finais de semana, ainda reserva um tempo para um exercício mais puxado com os companheiros de equipe – “o que separa os campeões”, assegura. “Eu só sinto prazer na luta porque eu gosto de fazer dieta, gosto de treinar. Não sinto prazer apenas na vitória, eu sinto prazer na jornada que leva até ela. Eu gosto de fazer uma coisa que as pessoas acham que é impossível. Gosto de botar meu corpo à prova”, avalia.

A rotina é puxada, mas é pensando no amanhã que ele consegue lidar com a saudade da mulher, Cristina Pavoni, e da filha Gabriela, de um ano e cinco meses – por conta da viagem à Tailândia para a disputa do Mundial ele perdeu os primeiros passos dela. “A qualidade de vida da Gabriela depende de mim. Quanto mais a gente se esforçar hoje, melhor pode ser o futuro dela”, pontua. 

Por acreditar nos benefícios da luta como algo além de um mero exercício, Jussemar pretende que, ao menos na infância, a filha pratique a modalidade. “A arte marcial deveria estar na escola. Porque não é apenas a atividade física em si, tem toda a filosofia de disciplina, respeito, honra, moral e lealdade, que são valências a serem trabalhadas em uma criança para que cresça e seja um ser humano do bem, para que cresça e tenha valores”, defende.   

Por acreditar na filosofia do esporte, Jussemar quer que a filha Gabriela pratique a arte marcial na infância. Desde pequena ela já imita alguns gestos e gosta de brincar com as luvas do pai

Determinação 

Não foi o acaso que colocou o jovem no lugar mais alto do pódio. A história de Jussemar mostra, na prática, que querer é, de fato, poder. “É preciso ter consciência de onde se está para saber aonde quer ir, traçar uma linha reta e seguir”, ensina. No dia 3 de janeiro, quando iniciou a preparação para o Mundial, ele já sabia que seria campeão. “Missão dada é missão cumprida”, resume. 

Ele conta que durante o período de preparação foi convidado para bater uma fotografia com os dois cinturões para expor na academia onde dá aulas. A convicção de que o resultado na Tailândia seria positivo, fez com que ele adiasse a sessão para incluir a futura conquista. “A cabeça já estava na frente e o corpo foi acompanhando. Quando chegou a hora da luta eu estava 100%”, confirma.

Disciplina 

A pior parte, segundo ele, é baixar o peso para enquadrar-se na categoria de até 81kg Pro-AM. Levando em conta que seu peso regular é 93kg, a tarefa parece ser bastante complicada. A dieta restritiva, de apenas 1.800kcal – capaz de mudar até o seu humor – é seguida à risca e o faz perder até 8kg. O restante é basicamente líquido que ele elimina por meio do suor – já chegou a baixar 6kg em apenas 6 horas. 

Para subir ao ringue e derrotar o adversário, não é apenas a parte física que conta: a preparação psicológica faz toda a diferença. Para tanto, Jussemar lança mão de aulas de ioga, algo que o faz evoluir como pessoa e aumentar a sua percepção sobre si mesmo. “Não é simplesmente colocar a luva e bater no outro cara. Tem todo esse nervosismo, essa cobrança, que podem fazer a diferença. De vez em quando você é muito melhor,  mas sua cabeça não está focada na luta e deixa a desejar”, comenta. 

A preparação tem de ser constante. Embora as competições sigam um calendário pré-estabelecido, ele é chamado para lutar em alguns eventos, com intervalo menor de antecedência. Quando diz que quer viver da luta, Jussemar não foca em uma única disputa. Hoje ele não pensa mais em lutar MMA, pensa em seguir lutando em pré-eventos como Glory, K-1 e Lion, que não costumam ter tanto marketing e nem transmissões televisivas. 

Gratidão 

O muay thai foi para Jussemar um grande divisor de águas. Foi por conta da luta que pela primeira vez viajou de avião, viu o mar, saiu dos limites do Rio Grande do Sul e até aprendeu a comunicar-se em inglês. É à figura do professor Eduardo Virissimo a quem credita as grandes transformações na sua vida. “Já tinha ele como um ídolo. Quando conheci, vi que era diferente das outras pessoas, ele pensa em ajudar o próximo tanto como professor quanto como amigo”, destaca. 

O esporte mudou a sua maneira de enxergar o mundo e também a si mesmo. “A luta abrange muito mais do que apenas um treino, uma atividade física. A gente não tem que superar o outro atleta, tem que se superar. A arte marcial promove essa ideia limpa: se supere, seja qual for o seu objetivo”, salienta. Com frequência ele escuta agradecimentos dos próprios alunos por conta das transformações que a luta lhes trouxe – muitas vezes apontadas primeiro por amigos e familiares. “A prática da arte marcial torna você uma pessoa mais focada, mais determinada no dia a dia. Sempre fui determinado com aquilo que queria, mas a luta promove uma capacidade mental incrível, e só quem treina, quem se deixa ser conduzido pela filosofia da arte, sente essa mudança”, complementa.

Humildade 

A humildade, uma das qualidades que mais preza, sempre fez parte da história de vida de Jussemar. As dificuldades que passou – a mãe enfrentou um câncer de mama e a irmã correu risco de vida na infância – o fizeram apegar-se à família e impuseram que começasse a trabalhar aos 12 anos de idade. Foi frentista, garçom, pedreiro, pintor e safrista – a condição para aceitar um emprego sempre foi poder encaixar horários para os treinos. 

Aos 17 anos, quando pisou pela primeira vez no tatame da academia para as aulas de muay thai, ganhou sua segunda família: a Garra Team, onde, segundo ele, não há vaidade entre alunos e professores. “Tem hierarquia, mas hierarquia de respeito, não de obrigação”, enfatiza. Os nomes que o inspiraram no início da carreira, hoje são colegas de treino – ele cita Estevão Beninca e Douglas de Andrade, o Cavalo. “Devo um pouco do atleta que eu sou a esses companheiros de equipe”, reconhece. 

Sem perder a humildade, Jussemar atribui o sucesso ao esforço pessoal e diz que as pessoas precisam acreditar mais no próprio potencial, seja qual for o objetivo. “É difícil seguir, mas não é difícil encontrar o caminho. Sou apenas um ser humano que abdicou de várias coisas, se esforçou e conseguiu algo. Sou uma pessoa melhor, com a mente muito mais aberta. Mas não melhor ou pior que ninguém, apenas diferente, sabendo reagir em diferentes situações. É preciso deixar o ego e a vaidade de lado. Tento ser o que quero ver no mundo, por mais difícil que seja”, conclui.

O mundial

Esta foi a quarta vez que Jussemar disputou um cinturão mundial – depois de duas vitórias em 2014 e 2015, em 2016 ficou com o vice-campeonato. A derrota, segundo ele, foi por conta do desconhecimento das regras – teve mais quedas e o adversário levou a melhor na pontuação. “Fiquei triste, mas se não ganhei é porque iria ser no ano seguinte. A gente nunca perde: a gente só ganha, seja a luta ou a experiência. Quem luta só ganha”, garante.  

A classificatória para o World Muay Thai Federation (WMF) envolve várias etapas: Campeonato Gaúcho, Copa RS, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Pan-Americano “Perdeu, está fora. Muita gente acha muito difícil porque já visualiza o Mundial, que é muito grande. Mas o primeiro passo é dado aqui”, comenta. Esta foi a primeira vez em que ele pôde preparar-se com mais afinco – nas edições anteriores não trabalhava com o esporte, complicando a rotina.

Em 2017, Jussemar fez apenas uma luta – definida conforme sorteio – contra um atleta do Uzbequistão. “Não foi difícil lutar, a dificuldade foi encaixar um jogo. Eles não são fáceis de nocautear, pois são focados e não se desestabilizam”, explica. Jussemar embarcou para a Tailândia no dia 6 de março com outros atletas da Garra Team de Bento Gonçalves e também do Estado. Foram 26 dias fora do país – sete para a competição em Bangkok e o restante aperfeiçoando as técnicas junto à Tiger Muay Thai, academia na cidade de Phuket, referência na modalidade. Para custear as despesas, os atletas se mobilizaram com a venda de camisetas e rifas – foram arrecadados R$ 12 mil em duas semanas. 

O evento não paga valores em dinheiro aos vencedores, mas os credencia a requisitar o Bolsa Atleta do Governo Federal. A burocracia impediu a liberação do benefício nos anos anteriores e agora Jussemar espera ser contemplado para o próximo ano. “Ainda tiro do bolso para poder lutar, mas é com maior prazer. A gente luta no amor, porque gosta, para chegar em um lugar maior”, esclarece. Quando mais títulos na luta amadora, maior será a sua promoção na luta profissional. “A luta é um show”, resume. 

Esta é a 23ª reportagem da Série “Vida de...”, uma das ações de comemoração aos 10 anos do SERRANOSSA e que tem como objetivo contar histórias de pessoas comuns, mostrando suas alegrias, dificuldades, desafios e superações e, através de seus relatos, incentivar o respeito. 

 

 



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