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08/11/2017 13:41:54

Estudantes da FSG desenvolvem creme voltado à prevenção e tratamento do pé diabético

Elaborado por alunas de Biomedicina e Enfermagem e encaminhando-se para fase de testes, produto pode tornar-se alternativa eficaz de baixo custo para a melhora de problemas gerados pela patologia. As Atividades Práticas Supervisionadas da FSG – Centro Universitário da Serra Gaúcha têm resultado em projetos interdisciplinares inovadores e destinados à resolução de problemáticas reais. Um exemplo é o trabalho realizado por duas acadêmicas do quarto semestre dos cursos de Biomedicina e Enfermagem, supervisionadas pelo professor Rodrigo Binkowski de Andrade. Ângela Antonello Moroni e Eduarda Luiza Rosanelli, respectivamente, desenvolvem um creme voltado à prevenção e ao tratamento da patologia denominada pé diabético.

A ideia teve origem na observação de Eduarda que, trabalhando em uma farmácia de manipulação, percebeu resultados positivos em pacientes a partir da associação de determinados princípios ativos. Ângela convive com pessoas que apresentam a patologia e constatou a falta de êxito na utilização dos cremes existentes. Ela verificou que a maioria apresenta alto custo, por ser importada, além de uma melhora pouco significativa, da presença de poucos princípios ativos na fórmula e uma taxa de toxicidade superior.

Projeto
A proposta das estudantes foi elaborar um creme de baixo custo, com princípios ativos obtidos por meios naturais e de eficácia já testada, para auxiliar na melhora dos problemas gerados pela patologia. Sem contraindicações e com possibilidade mínima de reação alérgica, o produto visa promover nos locais aplicados uma melhor circulação sanguínea, aumento da produção de colágeno e da proliferação celular, além de ampliar a capacidade de retenção de umidade e a aceleração da regeneração da pele lesada.

Com o acompanhamento da farmacêutica Gabriela Gambatto e a partir de ampla pesquisa bibliográfica, foram selecionados os princípios e produzidas amostras do creme. “Queremos dar continuidade ao projeto a fim de ajudar as pessoas. O resultado promete ser muito melhor do que esperávamos, indo além do cumprimento dos objetivos almejados”, conta Ângela. A próxima etapa será a obtenção de autorização, junto ao comitê de ética, para a realização dos testes de avaliação de eficácia, assim como a busca pelas condições e a estrutura de biotério, necessárias para realizá-los.

Biomédico e doutor em bioquímica, o professor Rodrigo Binkowski de Andrade considera que embora os experimentos para a comprovação de eficácia e elucidação dos princípios ativos do creme estejam no início, suas perspectivas para o mercado são enormes. Isso, visto que as complicações do quadro clínico são problemáticas, incluindo infecção, má cicatrização e possibilidade de amputação. 

Pé diabético
As acadêmicas explicam que, conforme definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), o pé diabético consiste em uma condição na qual a pessoa com diabetes apresenta infecção, ulceração e/ou destruição dos tecidos profundos, associadas a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica nos membros inferiores.

FSG
Com sede em Caxias do Sul, a FSG é o Centro Universitário da Serra Gaúcha. Oferece mais de 100 opções de cursos de graduação, pós-graduação e extensão, e atua também na área de pesquisa, com mais de 50 programas e projetos de envolvimento com a comunidade. Fundada em 1999, a FSG é referência no cenário da educação superior pelo modelo de metodologia ativa de ensino, qualidade na infraestrutura e corpo docente.

 

 

 

 

Foto: Lidiane Soares



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