Vida & Estilo
21/06/2018 16:33:48, escrita por Greice Scotton Locatelli

A hipnose condicionativa mudou a minha vida, relata paciente

“Sou viciada em um dos piores tipos de droga que existe: o açúcar. Eu tenho plena consciência de que as consequências não chegam nem perto da gravidade do que proporcionam cocaína e crack, para citar duas. Mas também sei que o açúcar está disponível o tempo todo, em todo lugar, e é usado como forma de recompensa emocional, desde a infância. Por isso, para mim, é tão difícil resistir”. O depoimento de uma publicitária de 30 anos de idade, que pede para não ser identificada, é, infelizmente, a rotina de muitas pessoas. Após anos de sofrimento, ela encontrou na hipnose condicionativa uma forma de amenizar os sintomas e trabalhar a dependência em sua origem.

As sessões começaram há cerca de seis meses. “Eu tinha ouvido falar, mas para mim era só mais um ‘milagre’ que traria basicamente frustração. Não seria o primeiro, bem pelo contrário: eu já havia tentado nutricionista, terapia convencional, psiquiatra, clínico-geral. Até ajudaram, mas nenhum deles chegou na essência do problema”, conta a publicitária. “Eu demorei muito a entender que eu era viciada em açúcar e a admitir que precisava de ajuda – e que isso ia muito além de manter um peso saudável. Era anormal comer uma caixa inteira de bombons em três minutos, mas eu não via assim no início. Por bastante tempo eu culpei a ansiedade”, relembra. 


 

A publicitária conta que a dependência traz consequências emocionais extremas, hoje amenizadas pela hipnose. “Eu comia uma quantidade absurda de açúcar, mas aquilo não me saciava. Vinha a culpa e o arrependimento. Aí eu ficava ansiosa porque havia decepcionado a mim mesma novamente e ficava me perguntando quando seria a próxima recaída (que às vezes era menos de uma hora depois). Não dormia bem, tinha episódios de insônia de três a quatro vezes por semana, crises graves de bruxismo, com dentes quebrados, dores musculares e de cabeça intensas, que nem o mais forte relaxante muscular amenizavam”. 

Primeira sessão surpreendeu 

Segundo ela, a primeira sessão foi um divisor de água no que diz respeito ao sono. “Eu relaxei como nunca tinha feito na vida, foi profundo e revigorante – e essa sensação se repete a cada nova sessão. A partir do segundo encontro, as crises de insônia reduziram a zero e o bruxismo diminuiu drasticamente a ponto de não ser mais necessário o tratamento com relaxante muscular. Foi como se eu tivesse aprendido a dormir, algo que eu nem sabia que era possível”, garante. Ao contrário de uma terapia convencional, a hipnose condicionativa tem uma duração reduzida – no caso da publicitária, foram em torno de 10 sessões, nas quais foram trabalhadas diversas queixas relacionadas à alimentação, ansiedade, insônia e autoestima. Os encontros foram realizados semanalmente ou a cada 15 dias, cada um deles com duração entre uma hora e meia e duas horas.

O que mais surpreendeu a publicitária, além dos resultados rápidos, foi a quantidade de “traumas” que vieram à tona durante as sessões e que explicam o porquê de determinados comportamentos, inclusive a dependência em açúcar. “Eu sempre achei que trauma era algo grave, tipo ter sofrido violência. Mas descobri que situações do dia a dia podem desencadear gatilhos que nos fazem tomar determinadas decisões e prejudicar muito a qualidade de vida. Entender isso foi primordial no processo. O bom da hipnose condicionativa – ao contrário da tradicional – é que você não precisa reviver o trauma durante as sessões – era algo que eu tinha muito medo no início”, recorda.


 

Sem grandes expectativas

A publicitária conta que começou o tratamento sem grandes expectativas e que o namorado foi contra no início: “Ele achava ‘perigoso’ se deixar hipnotizar e eu também tinha um pouco desse medo. A gente vê tanta coisa fantasiosa que logo pensa em propaganda enganosa”. Mas esse receio se desfez na primeira sessão. “Você deita e a hipnóloga inicia uma técnica de relaxamento que leva ao sono profundo, só com palavras, de uma maneira inexplicável. Muita gente se surpreenderá com os resultados da hipnose condicionativa se apostar na técnica como alternativa, mas se apega a um monte de besteiras e mitos que se difundem por aí”, comenta. Entretanto, a publicitária faz um alerta: “funciona para mim porque eu comecei profundamente disposta a mudar e esse tem sido um exercício diário. Não é milagre, não é do dia para noite, nem vai mudar sua vida em um passe de mágica. Você precisa querer. Aí, com certeza, a hipnose vai ajudar muito”, garante.  

Quanto aos benefícios da técnica, a publicitária segue se surpreendendo. “Eu tenho noção de que é uma dependência grave, que resistir faz parte da rotina, porque nosso organismo exige que nos alimentemos três vezes ao dia, e que o açúcar está em toda parte. Mas também sei que a hipnose condicionativa tem me ajudado a identificar os gatilhos que me fazem perder o controle antes das crises e que, especialmente, me auxiliou a resolver problemas secundários decorrentes do vício, como a insônia, a culpa e a ansiedade. Minha autoestima nunca esteve tão boa e eu tenho aprendido a me conhecer melhor. Na minha vida pessoal e profissional fez toda a diferença”, finaliza.

 

Saiba mais

A hipnóloga e terapeuta holística Adriele Sopelsa, de Garibaldi, explica que a hipnose condicionativa é considerada a mais nova linha de hipnose clínica mundial. "Pode ser utilizada no tratamento de diversas situações, como medos, ansiedade, depressão, insônia, estresse, insegurança, timidez e obesidade, entre várias outras. Além disso, o tratamento requer bem menos sessões do que outros tipos de terapia", comenta Adriele, que também é terapeuta holística e pós-graduada em Psicologia Transpessoal. Entre em contato pelo WhatsApp (54) 99936 4051 e saiba mais.



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