A importância dos exercícios na gravidez
Os efeitos fisiológicos do exercício e das atividades esportivas afetam todos os principais sistemas do corpo. Exercitar-se durante a gravidez não é apenas saudável, como também importante. A gestante que se exercita, com a devida orientação, evita o excesso de peso desnecessário, melhora a postura e a oxigenação do feto, reduz o estresse cardiovascular, melhora o estado psicológico e faz com que o parto seja mais facilitado e a recuperação muito mais rápida. As gestantes devem ser encorajadas a se exercitarem pouco e sempre, para permitir que seus corpos imponham a duração e esforços de suas atividades, e para diminuir a intensidade e frequência de um exercício adequado nos estágios finais da gravidez.
As modalidades físicas mais recomendadas são principalmente as caminhadas, bicicleta estacionária, aeróbica de baixo impacto e natação. As caminhadas são benéficas, desde que realizadas corretamente, devendo ser feitas em terreno plano. Devem ser praticadas com movimentos harmônicos, posicionando os ombros para trás, a cabeça erguida em posição neutra e os músculos abdominais levemente contraídos. Também é imprescindível o uso de tênis adequados, exigindo o máximo de conforto. No início, as caminhadas poderão ser feitas três vezes por semana, com duração aproximada de 30 a 45 minutos, com passos ligeiros e cautelosos. Após 1 mês de sua prática, poderá ser realizada por um período de até 60 minutos.
A natação, assim como a hidroginástica, é um exercício benéfico, pois a água exerce um efeito relaxante, além de permitir que o peso corporal seja bem sustentado. A sua propriedade de flutuação permite diminuir o impacto dos exercícios sobre as articulações, além de promover movimentos amplos. A terapia aquática é um dos recursos mais antigos da fisioterapia. Ela consiste na utilização dos efeitos físicos, fisiológicos e cinesiológicos, advindos da imersão do corpo, ou parte deste, em meio aquático, como recurso auxiliar na reeducação funcional musculoesquelética, neuromotora, ou cardiorrespiratória, visando cura, alívio dos sintomas, manutenção ou prevenção de uma alteração funcional orgânica.
Os exercícios do assoalho pélvico também são de extrema importância no período gestacional e pós-gestacional. O períneo insuficiente pode levar ao prolapso genital e a outras consequências, como incontinência urinária de esforço, disfunção sexual e outras complicações. Os exercícios para essa musculatura aumentam a circulação das vísceras pélvicas, mantendo os orifícios da uretra, reto e vagina fechados. Eles poderão ser realizados em decúbito lateral, de cócoras, em pé ou usando uma bola suíça. O treinamento de movimento pélvico também é bastante útil nos casos de lombalgia postural; eles são benéficos para melhora da percepção proprioceptiva assim como da mobilidade lombar, pélvica e do quadril.
Dentre alguns exercícios e atividades que podem e devem ser praticados, existe uma sequência específica que inclui o relaxamento, a respiração e a postura de sentar básica. Essa combinação funciona para iniciar uma série de outros exercícios programados para a gestante, como se fosse uma preparação. Os exercícios, quando bem monitorados – levando em consideração as contraindicações e riscos existentes – trazem inúmeros benefícios, e para sua eficácia, devem ser praticados regularmente. Nenhuma pesquisa em humanos provou uma resposta prejudicial fetal ao exercício materno de intensidade leve ou moderada.
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