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Acusado de estuprar e matar jovem em Caxias é condenado a 34 anos de prisão

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Naiara, de 18 anos, foi encontrada morta na casa em que morava com a mãe e a filha pequena

Foto: Arquivo pessoal

O Tribunal do Júri condenou na quarta-feira, 28/02, um acusado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por assassinar e estuprar uma jovem de 18 anos em Caxias do Sul. O réu recebeu um total de 34 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado e pelo estupro de Naiara Ketlin Pereira Maricá, ocorrido no dia 1º de janeiro de 2023.

O promotor de Justiça Leonardo Giardin, que atuou em plenário pelo MPRS, diz que todas as seis qualificadoras sustentadas pela instituição foram acolhidas pelos jurados: feminicídio, motivo torpe, meio cruel (asfixia), recurso que dificultou por duas vezes a defesa da vítima e ainda para assegurar impunidade pelo crime sexual. Em relação ao homicídio qualificado, a pena foi de 22 anos de prisão e, em relação ao estupro de vulnerável, já que Naiara estava na época incapaz de consentir o ato, a pena foi de mais 12 anos de reclusão.

Para o promotor, “a decisão soberana do Tribunal do Júri foi exemplar, acolhendo todas as nossas teses e dando a resposta proporcional e civilizada a este crime bárbaro, que foi cometido com extrema crueldade. No entanto, o MPRS recorrerá para aumentar a pena aplicada. Além disso, a decisão do Conselho de Sentença também traz, na medida do possível, um certo conforto para os familiares da vítima, que deixou mãe, irmãos e uma filha que tinha três anos de idade quando o crime ocorreu. Agora, pelo menos, eles poderão virar a página e saber que a morte de Naiara não ficou impune”.

O crime

Naiara foi encontrada morta na casa em que morava com a mãe e a filha pequena. O autor do crime, de 27 anos, foi preso 48 horas após o fato. Conforme a investigação, a jovem havia saído com amigos para festejar a virada do ano e voltou para casa após ter passado mal. Na ocasião, o condenado se ofereceu para levar a vítima em casa. O corpo da jovem foi encontrado com sinais de estupro e com perfurações decorrentes de golpes de faca. Depois disso, ela não foi mais vista com vida e imagens de segurança auxiliaram na identificação do autor do crime.

Fonte: MPRS