Basalto da Serra recebe R$ 471 mil da Consulta Popular

APL do Basalto da Serra Gaúcha terá R$ 471,4 mil para investir em qualificação, tecnologia, turismo e valorização da atividade

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Basalto da Serra Gaúcha receberá R$ 471,4 mil da Consulta Popular para ações de qualificação, tecnologia, turismo e valorização do setor. Foto: Divulgação/Corede

Nova Prata (RS) – O Arranjo Produtivo Local (APL) do Basalto da Serra Gaúcha receberá R$ 471.428,57 da Consulta Popular. O recurso será usado para fortalecer uma atividade presente há quase um século na região. Reconhecido pelo Estado em 2023, o setor reúne cerca de 150 empresas e gera aproximadamente 5 mil empregos diretos. O talhe do basalto também foi instituído como Patrimônio Imaterial do Rio Grande do Sul.

Recursos beneficiarão 12 municípios da região

Gerido pelo Sindicato da Indústria da Extração de Pedreiras de Nova Prata e Região, o projeto beneficiará 12 municípios com atividade de extração ativa.

“São recursos de extrema importância, pois serão empregados diretamente na atividade da extração de basalto, uma atividade antiga, mas que nunca teve reconhecimento regional”, afirma a coordenadora do APL, Camila Turmina.

Integram a lista Antônio Prado, Fagundes Varela, Guabiju, Ipê, Nova Bassano, Nova Prata, Paraí e Protásio Alves. Também estão Santo Antônio da Palma, São Domingos do Sul, Veranópolis e Vila Flores. Nova Prata lidera a produção e a comercialização, seguida por Paraí.

Projeto prevê qualificação, equipamentos e turismo

Parte do recurso será destinada à aquisição de equipamentos para trabalhos ambientais e licenciamento das áreas produtivas. Também haverá investimento na capacitação de mão de obra, um dos desafios do setor.

O plano prevê ainda trilhas educativas para mosaicos, o Basalto Day e uma rota turística e arquitetônica pelas cavas. Também estão previstas ações de comunicação, modernização tecnológica e a estruturação da Indicação Geográfica do basalto regional.

Extração mantém trabalho manual

O carregamento, o beneficiamento e a expedição já são mecanizados. No entanto, a extração e o tratamento do talhe permanecem 100% manuais. Toda a produção é destinada à construção civil, de pavimentações a aplicações em ambientes internos.

Para a presidente do Corede Serra, Monica Mattia, os investimentos podem ampliar a profissionalização do setor. A expectativa também é estimular novos usos do basalto e fortalecer sua presença em outros mercados nacionais.

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