Conta de luz fica quase 15% mais cara após reajuste da RGE
Consumidores de Bento Gonçalves e da região relatam aumentos expressivos nas faturas de energia elétrica

Bento Gonçalves (RS) – Nesta semana, diversos consumidores de Bento Gonçalves e da região levaram um susto ao receber a conta de energia elétrica. Em alguns casos, os valores ficaram bem acima da média registrada nos meses anteriores.
Consumidores relatam aumento nas faturas
Uma leitora do SERRANOSSA contou que costumava pagar entre R$ 400 e R$ 600 por mês, mas recebeu uma fatura de aproximadamente R$ 900. Outro consumidor, que geralmente pagava cerca de R$ 300, afirmou que a conta mais recente ultrapassou os R$ 500.
Diante dos relatos, o jornal SERRANOSSA procurou a CPFL RGE para saber se os aumentos estavam relacionados ao consumo de energia ou a mudanças recentes nas tarifas aplicadas aos clientes da região.
RGE explica os motivos do aumento
Segundo a assessoria da CPFL RGE, um dos fatores é o maior consumo de energia durante o inverno. O uso mais frequente de chuveiros elétricos, aquecedores, secadoras e aparelhos de ar-condicionado pode elevar significativamente o valor final da fatura.
Além disso, em 19 de junho entrou em vigor o reajuste tarifário anual autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para os consumidores residenciais da CPFL RGE, o aumento médio foi de 14,93%. Em julho, esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que prevê cobrança adicional na conta de luz.
Fatura permite comparar o consumo
Segundo a CPFL RGE, a conta de luz apresenta o histórico de consumo dos últimos 12 meses. Assim, o consumidor pode comparar os períodos e verificar se houve aumento no uso de energia elétrica em relação às faturas anteriores.
Caso tenha dúvidas sobre os valores cobrados em sua fatura, entre em contato diretamente com a CPFL RGE pelo aplicativo CPFL Energia, pelo site www.cpfl.com.br, pelo WhatsApp (51) 99955-0002 ou pela central telefônica gratuita 0800 970 0900. Em Bento Gonçalves, a RGE atende na rua Saldanha Marinho, 765, sala 6, no Centro.
Nota da redação: enquanto o reajuste médio aplicado aos consumidores residenciais da CPFL RGE foi de 14,93%, a inflação oficial acumulada nos 12 meses encerrados em junho ficou em 4,64%. Ou seja, o aumento da energia foi mais de três vezes superior ao IPCA do período. Caro leitor, uma dúvida: o seu salário aumentou 15%?