Brigada Militar: 47% mais abordagens, 34 dias sem mortes violentas

A intensificação das ações de fiscalização do 3º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (3º BPAT) de Bento Gonçalves têm tido resultados na segurança da cidade. Um dos índices mais perceptíveis é a trégua na onda de violência. Enquanto em 2019 a média foi de uma morte violenta a cada 7 dias – o ano terminou com 52 mortes violentas, 47 das quais investigadas como homicídio –, nesta semana a cidade contabiliza a marca de 34 dias sem assassinatos. É o segundo maior período sem mortes desde 2018 – antes, a maior trégua havia sido de 35 dias, entre 24 de novembro e 30 de dezembro daquele ano. 

A Brigada Militar diz que a crescente onda de homicídios dos últimos anos está diretamente ligada à disputa entre organizações criminosas pelo controle da venda de drogas na cidade. O combate ao crime de tráfico é feito através de ações policiais específicas. Uma das maiores, no ano passado, ocorreu no dia 24 de setembro, na localidade de Passo Velho, interior de Bento Gonçalves. Durante a ação foram presos cinco suspeitos de tráfico de drogas ligados a uma facção criminosa e apreendidos mais de 12kg de maconha, 2kg de cocaína, dinheiro, duas pistolas (.380 e 9mm), duas espingardas calibre 12 e um fuzil calibre .556, armamento considerado de grosso calibre, além de vasta munição (foto).
 


Foto: BM

 

Um dos fatores cruciais na redução das estatísticas de violência são os reforços e o aumento no número de abordagens. Para isso, o BPAT conta com apoio do 4º Batalhão de Choque da Serra, sediado em Caxias do Sul, e também com autorização para que os policiais cumpram horas-extras. Segundo a BM, o volume de abordagens cresceu 47% no último trimestre do ano passado, na comparação com os demais períodos do ano. Conforme o comandante do batalhão, Tenente Coronel Paulo Cesar de Carvalho, essa intensificação nas abordagens provocou um aumento no número de apreensões de armas e drogas, na prisão de foragidos e na condução de apenados descumprindo prisão domiciliar. “Isso reflete diretamente não apenas no controle da taxa de homicídios, mas também de outros índices criminais e transmite segurança a toda a comunidade”, avalia.

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