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Chegada de gêmeas faz renascer fé e amor de família marcada pelo luto

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Série ‘Um 2021 Especial’: Em 2020, Luma Sganzerla Mauri precisou lidar com a partida prematura de seu primeiro filho, Theo, poucas horas após seu nascimento. Neste ano, as gêmeas Lívia e Laura trouxeram luz a Luma e seu marido, Daniel, que hoje contam com dois anjos na terra e um anjo no céu

Fotos: arquivo pessoal

A professora bento-gonçalvense Luma Sganzerla Mauri, de 31 anos, precisou lidar em 2020 com uma das piores dores que o ser humano já enfrentou: a perda de um filho. O pequeno Theo nasceu no dia 3 de maio, após uma gestação tranquila, sem intercorrências. O parto normal aconteceu às 17h, no Hospital Tacchini, e Theo permaneceu tranquilo em seus braços por cerca de duas horas. Entretanto, por razões até então desconhecidas, o pequeno partiu de forma silenciosa. “Naquele momento, meu mundo desabou”, recorda Luma.

No dia seguinte, a professora recebeu alta para a casa de braços vazios, compartilhando da dor da perda com seu marido, Daniel Luiz Mauri. “Foi o dia mais triste da minha vida. Eu só pensava que não queria mais ter filhos”, conta a mãe.

Foram longos períodos de atendimentos psicológicos e terapias alternativas para conseguir se manter forte para sua família. “Se eu desmoronasse, levaria todos comigo”. Mas com o tempo, seu coração passou a se abrir para a aceitação. Em busca de uma explicação espiritual, Luma entendeu que a vida não segue planejamentos. “Larguei de mão das pessoas que diziam que eu precisava encontrar um culpado. Passei a entender que as coisas acontecem quando tem que acontecer. Eu fui escolhida para receber ele”, reflete.

Enquanto passava pelo processo de recuperação espiritual, a professora foi agraciada com um presente inimaginável: ela seria, novamente, mãe. Agora de duas meninas, Lívia e Laura. “Estava grávida de gêmeos depois de ter perdido meu bebê havia poucos meses. Nem mesmo minha médica acreditava”, recorda Luma.

Diante de um misto de sentimentos e receios, Luma e o marido contaram os segundos para, finalmente, no dia 22 de março deste ano, renascerem para a vida. “Eu renasci como mãe, como mulher e como família. Porque mãe eu sou desde o dia 3 de maio de 2020, quando meu Theo nasceu”, declara.

No dia 22 de dezembro as pequenas Lívia e Laura completaram nove meses de muito amor e alegria junto à família. Mas além de comemorar o crescimento saudável e feliz das gêmeas, Luma e Daniel comemoram os ensinamentos adquiridos e a evolução observada diante do acontecimento mais triste de suas vidas. “A gente não pode deixar de sonhar, de viver e se deixar renascer, deixar Deus fazer para a gente o que Ele já escreveu. E tem muita gente torcendo pela nossa felicidade. O amor vai muito além da inveja e da maldade”, comenta. “Ao longo do tempo, descobrimos que o significado do nome Theo é Deus supremo. Hoje tenho um Deus que olha por mim, pelo meu marido e pelas nossas filhas todos os dias. E mesmo que a dor da perda e a saudade continuem, a gente sabe que ele está sempre conosco. Para toda a vida, terei três filhos”, declara.