CIC-BG leva demandas da vitivinicultura ao vice-presidente Geraldo Alckmin na Serra Gaúcha
Presidente Daniel Panizzi, do CIC-BG, participou de agenda em Caxias do Sul com o vice-presidente da República Geraldo Alckmin

O Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves participou, nesta quinta-feira (19), de uma agenda institucional com o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin (PSB), na Serra Gaúcha. O presidente do CIC-BG, Daniel Panizzi, também representou a União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) e entregou um documento com as principais demandas do setor.
O encontro
A reunião reforçou a articulação direta com o governo federal. Além disso, as entidades apresentaram propostas para ampliar a competitividade, garantir sustentabilidade e fortalecer institucionalmente a vitivinicultura nacional. O setor responde por cerca de 85% da produção brasileira de vinhos e espumantes e sustenta a economia regional.
Daniel Panizzi destacou que o encontro alinhou prioridades e abriu diálogo institucional. Segundo ele, a vitivinicultura impulsiona a agricultura familiar, gera empregos e fortalece o turismo. Portanto, o setor busca equilíbrio competitivo e segurança jurídica para crescer de forma sustentável.
Principais pautas apresentadas
Entre os pontos entregues ao governo federal, o setor solicitou:
- Regulamentação equilibrada do Imposto Seletivo, sem aumento da carga sobre vinhos e espumantes nacionais;
- Medidas de adaptação diante do acordo entre Mercosul e União Europeia, a fim de evitar prejuízos à produção nacional;
- Atualização da legislação sobre o suco de uva, com ampliação de uso e preservação do acesso ao mercado externo;
- Revisão dos critérios do Pronaf, ampliação do crédito e reforço ao seguro agrícola.
Além disso, o documento também destacou a necessidade de intensificar o combate ao mercado ilegal de vinhos e espumantes, que, segundo estimativas, movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano no país.
Impacto econômico e mobilização institucional
Atualmente, a vitivinicultura brasileira reúne mais de 25 mil produtores, gera cerca de 90 mil empregos diretos e mantém mais de mil indústrias. Por isso, o setor exerce forte impacto econômico, social e cultural.
Entidades como Consevitis-RS, Agavi, Fecovinho, ACIU e Sindivinho-RS também assinaram o documento. Em conjunto, elas colocaram-se à disposição do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para contribuir tecnicamente na construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da vitivinicultura brasileira.