E para o café da manhã: as lágrimas da esquerda burguesa 

Por: Felipe Sandrin | 11/09/2018 06:00:36

Bolsonaro ainda nem assumiu a presidência, mas as lágrimas dos vitimistas já trazem um sabor especial a cada novo café da manhã que degustamos nessa falida e sucateada República, a qual – é claro – os petistas e seus amiguinhos quase conseguiram destruir. 
Passou perto, mas ainda resta um pouco de Brasil para os brasileiros. A coragem aos poucos vence a patética repreensão da qual grupos se utilizavam para calar todos aqueles que deles discordassem.

Recentemente a prova do Enem jogou ainda mais luz sobre as paredes que aos poucos caem e revelam os esqueletos que por tanto assombraram nossa já medrosa nação. Tenhamos fé que não tardará a retomada de uma real educação, na qual professores parem de fazer militância e finalmente ensinem o que são pagos para ensinar. Não tardará a ressurgir a autoridade em sala de aula que faça alunos respeitarem os verdadeiros mestres. Para mim, não tardará para que diversos reitores em universidades públicas sejam vistos como o que verdadeiramente são – doutrinadores e aproveitadores – para assim finalmente serem retirados dali.

O Brasil decidiu enterrar o vermelho do PT e assim todos nós aplaudimos o juiz Sérgio Moro, futuro Ministro da Justiça e, para sempre, o terror dos petistas.

E jorram as lágrimas dos que para mim podem ser chamados de socialistinhas de iPhone, dos playboys que gostam de xingar o capitalismo na internet, dos defensores das minorias que moram em prédios com cerquinhas bonitas e ganharam um carro de presente do papai. Penso que agora Manuela d’Ávila pode finalmente descansar e fazer compras em Nova Iorque. O pessoal do #elenão pode voltar a sentar na frente da Rede Globo e chorar desesperado gritando para uma sala vazia: “Malditos golpistas, eu os amaldiçoo... é ‘golpi’”.

“Não vão derrubar nossa amada Dilminha”, diziam eles. Resultado: caiu. “Lula livre”, gritavam com ódio. Resultado: Lula segue no buraco que merece. “Iremos às ruas, o Brasil vai parar”. Resultado: acabou a mortadela, acabou o protesto. “Ele não, ele nunca”... Preciso continuar?

O tempo das crianças chorando e gritando pela casa acabou. Deu, chega de birra por causa de chupeta e da mamadeira. Fascista? Nazista? Eles usaram tanto essas palavras que agora mais ninguém liga, ninguém mais cai nesse papo de uma meia-dúzia de doentes que precisam desesperadamente chamar a atenção para fingir que ocupam um lugar de destaque na sociedade que odeiam.

Que o Brasil está longe de ter solução, todos sabemos. Mas uma coisa eu preciso ressaltar: como é bom ver o discurso dos esquerdistas escorrer para o bueiro da história. E se antigamente eles detinham o poder de contar as mentiras até que se tornassem verdade, hoje a internet nos permite relembrar o que de fato aconteceu. Não, não mentiremos ter existido um golpe. Não transformaremos Lula em algo além do que ele realmente é: um bandido.
Nos Estados Unidos, Trump segue a arrancar lágrimas das frágeis almas que por tanto tempo se esconderam atrás do propósito de falso amor. No Brasil, Bolsonaro massificou um movimento que cansou das hipócritas ideologias e de seus personagens fantocheados pela mentirosa diversidade – a qual usam para esconder seus verdadeiros e egoístas propósitos.

Uma frágil névoa paira pelo ar: sinal de tempos sombrios? Nada disso. É apenas a fumaça que emerge das cabeças a ferverem o ódio dos fracassados: “Onde erramos? Como deixamos eles chegarem lá?”. Pois é. Como? Agora aguentem o espelho virado contra vocês. Pois finalmente penso que a hipócrita e cansada face dos verdadeiros males começa a receber luz.


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: [email protected]



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