Escravos cubanos

Por: Felipe Sandrin | 23/11/2018 06:00:04

Cuba se tornou um país tão fantástico aos olhos dos esquerdistas que de lá só saem duas coisas: fumo e escravos. Foi assim com o programa Mais Médicos, uma negociata canalha que resultou na exploração de inúmeros cubanos obrigados a vir ao Brasil para serem sugados por seus governantes.

E há os que falem da medicina cubana, dos altos índices de alfabetização. Deve ser por isso que todos os anos milhares de cubanos arriscam a vida em jangadas tentando chegar aos Estados Unidos. Deve ser por isso que o país tem o maior índice de deserção a cada Olímpiada. Um país tão amado pelos canalhas que o usam como exemplo, mas tão ineficiente para seu infeliz povo que olha para o mundo com o mesmo olhar que homens das cavernas olhariam para uma televisão em cores.

Mas não adianta, nunca vão existir exemplos e provas suficientes para esses que defendem regimes como o cubano e o venezuelano. Não importam as 200 milhões de mortes causadas pelo comunismo, não importam os testemunhos desesperados dos que buscam em latas de lixo migalhas para sobreviver. O dom desses falsos sonhadores é a total submissão a essa fantasia chamada socialismo.

Igualdade? Só se for na miséria, na pobreza e escravidão. É isso que eles pregam sob o argumento da oportunidade. Enchem os pulmões para dizerem o quanto querem o bem do mundo, das crianças na África, mas bem verdade mal suportam os parentes em casa, mal ajudam alguém na própria comunidade. Amam o mundo, mas detestam os mais próximos a eles.

E assim se vão os médicos cubanos. Muitos gostariam de ficar, mas o preço é alto. Naquela longínqua ilha residem seus familiares, pessoas expostas ao risco da ditadura, que sofreriam as consequências caso os parentes aqui no Brasil decidissem permanecer.

Em um mundo em que tanto se fala sobre a liberdade, ainda presenciamos o escravismo defendido com unhas e dentes, afinal, se o povo escravizado em questão pertencer a um regime apoiado pelos socialistas, logo, não é escravidão. Sempre foi assim: olhos se fecham quando a verdade obscura repousa no colo dessas pessoas com discursos do bem comum.

Tanto tempo demoramos para perceber essa corrente que nos prendia, essa bola de chumbo disfarçada de uma culpa a qual os verdadeiros culpados nos submetiam.  Agora estão eles aqui, usam de seus smartphones para criticar o dinheiro e o capital privado. Nunca pensei que veria esse momento: socialistas em seus celulares capitalistas fingindo serem heróis de uma revolução.

Que os cubanos nos sirvam de lição. Que esses escravos – que agora obrigatoriamente voltam para aquela ilha – sejam uma memória contínua da falência completa dessa ideologia anêmica que faz de seres que deveriam ser pensantes apenas zumbis a repetirem a velha mentira das massas de manobras fracassadas.

São com esses raivosos que devemos aprender sobre o que nunca mais ser: esses que espumam pela boca enquanto gritam frases prontas sobre justiça e igualdade mundial. O fracasso sempre adorou esse disfarce e nada mais justo para eles do que uma sociedade de iguais... todos nós igualmente pobres e escravos.


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: [email protected]



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