Câmeras contra os degenerados  

Por: Felipe Sandrin | 19/09/2019 06:00:54

Um homem acusado de agredir policiais dá entrada na delegacia e, em seu depoimento, demonstra ser vítima. O que seria um caso de investigação quanto às ações da polícia se torna o flagrante de um homem sob o efeito de drogas atentando contra a vida de dois agentes que o abordaram por estar dirigindo e colocando a vida dos outros em risco.
Uma mulher histérica grita dentro de um carro: ela diz estar sendo agredida pelo motorista do Uber. Mais tarde, se descobre que em nenhum momento a mulher é tocada e, na verdade, toda a encenação é para que ela simplesmente não pague o valor devido ao trabalhador.

Em uma escola, uma aluna com simples opinião política diferente daquela do professor é humilhada perante a turma. Ele segue dando sua opinião educadamente, enquanto o educador grita e chama a garota de fascista.
Em todos esses casos as vítimas teriam sido vistas como vítimas, porém, os celulares filmaram o que ocorreu de fato.
Não é por acaso a reviravolta política mundial. Não é coincidência a desconfiança e o desprezo que boa parte do mundo está criando diante das falsas vítimas e dos tendenciosos grandes meios de comunicação.

Celulares se tornaram armas que escancaram a verdade. Acusadores desabam diante de imagens que denunciam os verdadeiros fatos. Na tentativa da destruição de imagens, muitos desses acusados ressurgem ainda mais fortes.
A popularidade de Sérgio Moro evidencia o atual momento: quanto mais pessoas inescrupulosas tentam destruir a imagem de um homem correto, mais os fatos verdadeiros pesam a favor dele e o sustentam, em um exponencial crescimento de popularidade.

Alunos usam do celular para demonstrar que não lhes és permitido aquilo que a escola deveria priorizar: a pluralidade. Cidadãos comuns filmam ações corretas da polícia e quebram a ideia tão vendida por anos por boa parte da grande imprensa de que os homens vestindo fardas eram os bandidos. Pessoas dissimuladas são expostas na grotesca tentativa de destruírem pessoas corretas.

As reviravoltas que vemos no mundo não são produto do acaso, estamos percebendo que boa parte daqueles que se dizem vítimas na verdade são capazes de tudo para sustentar o poder das acusações.

Obrigado, tecnologia. Obrigado a vocês que filmam e possibilitam que a verdade não seja mais tão retorcida. Não, o mundo não se tornou um lugar pior, nós apenas estamos percebendo o teatro no qual há muito tempo vivíamos, um teatro exposto que trouxe a verdadeira voz das falsas vítimas. Por muito tempo, elas acusaram outros de serem o que, na verdade, elas próprias eram.
 


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: [email protected]



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