Um câncer chamado OMS

Por: Felipe Sandrin | 17/04/2020 06:00:31

É assustador mergulhar nesse mundo de organizações globais. A tão citada Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo: você sabia que anualmente eles gastam mais com passagens aéreas de primeira classe do que combatendo a Aids? São mais de 700 milhões de reais queimados com viagens todos os anos.

Pare e reflita por um segundo: com todo poder que essas pessoas têm você acha, sinceramente, que eles não conseguiriam nem vencer doenças como a malária na África? Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência e interesse chega ao óbvio: ONU e OMS são como um câncer drenando a vida em busca de poder.

No jogo dos interesses não há espaço para consciência ou arrependimento. Quem pisa no tabuleiro está disposto a matar e morrer. E, se o poder sempre corrompeu, em tempos de conexões infindáveis surge ainda mais atraente.

Manipulados sorrateiramente pelo pior espécime de covarde, um inimigo que se apresenta como amigo, que usa frases prontas sobre o bem-estar mundial.

Que diabos dá poder a essa gente? Não são eleitos por pessoas normais nem por um povo. Surgem em seus palanques de poder através de votações internas. Percebam isso: um poder que reis dão a reis, poderosos entregam a poderosos.

Onde estamos nós nesse jogo? Não votamos, não nos manifestamos, não temos voz. Pergunto novamente: quem deu poder a essa gente? Eles próprios, seus sobrenomes e níveis de influência.  

O câncer do planeta não é uma nação, não está em um país ou povo: a pior doença que enfrentamos nas últimas décadas atende por siglas como OMS E ONU. Prepotentes e covardes, não eleitos, mas sim autoproclamados. Arautos de falsas causas nobres que causam ainda mais destruição e mortes. Não resolvem guerras, apenas as pioram. Não curam epidemias, apenas fazem política. Não são escolhidos, mas sim lambem-se entre eles.

Ordens globais interferindo em culturas. Navegando sobre ondas de poder e manipulação. Bilionários e seus malditos fetiches de poder. Crimes e corrupção. Uma máfia intocável regendo um mundo sujo e podre. E quem terá poder para deter esses que por séculos ditam os rumos do jogo?

Homens e mulheres mascarados, temem o que não podem ver, pois o que não vemos é aquilo que nos mata. Sim, há um vírus quase invisível à população. Enquanto trabalhamos para sobreviver lá estão eles, os senhores do caos, os homens dos bilhões gastos com luxos e viagens, os homens capazes de deixar que pessoas morram de fome para que assim sigam vivendo o sexo dos velhos: o jogo do poder.

Discursos prontos. Fantoches bem regidos. Sim, o mundo tem um grande inimigo e como em todos os filmes este apenas se revelará no final. Por ora se apresenta como amigo, preocupado e presente. O lobo na pele do cordeiro, sugando tudo à sua volta, distorcendo a realidade, pronto a destruir tudo que represente qualquer risco ao império da ganância.

Entre todas as doenças e dilemas que enfrentamos navega o pior dos inimigos. Mas nós estamos ocupados demais enfrentando tudo de ruim que esses demônios seguem a invocar. Nunca nos sobra tempo para olhar o verdadeiro mal. E é assim que eles sempre vencem.


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: felipesandrin@hotmail.com




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