Animais de estimação no condomínio

Por: Vicente Tomasi – Falando de condomínio | 22/05/2020 08:48:22

Grande parte dos lares brasileiros tem um animal de estimação, seja gato, cachorro, coelho ou qualquer outra espécie que seja domesticada. Pesquisas indicam que 60% das pessoas consideram os pets como um integrante da família, com importância semelhante à de um filho, tanto que empreendimentos modernos já contam com projetos de áreas exclusivas para os bichinhos dentro do condomínio. O grande número de animais, faz crescer, consequentemente, o número de reclamações a respeito da presença deles nos condomínios. A maioria das ocorrências é de perturbação do sossego ou de descumprimento das regras de convivência em áreas comuns. 

É importante frisar que os condomínios não podem proibir a criação dentro da propriedade de cada um, ou seja, o que acontece dentro do apartamento ou da casa não pode sofrer influência externa. A exceção é se o animal colocar em risco a saúde, o sossego e a segurança dos demais moradores. Para evitar transtornos, o ideal é estipular regras de utilização das áreas comuns. Entre elas, as mais frequentes são que os animais não podem ficar soltos, que só podem circular no colo (caso das raças de pequeno e médio porte), dentro da caixa de transporte ou, em último caso, em guias próximas de seus tutores (de grande porte). Vale destacar também que animais que põem em risco os demais devem utilizar focinheira e não podem transitar nos locais de maior circulação de moradores. Essas regras devem estar no Regimento Interno de cada condomínio. 

Uma das questões que mais geram discussão no condomínio é o cuidado com as necessidades feitas pelos bichinhos em áreas comuns. Isso porque os animais têm por instinto marcar território, e alguns logo ao sair de casa já fazem xixi no corredor, no elevador ou no jardim do condomínio. Nesse caso, é obrigação do responsável pelo animal limpar as necessidades, mas sabemos que alguns fingem não ter visto, o que provoca brigas. Outro ponto importante que precisa ser definido no Regimento Interno é se o condomínio permitirá que os animais sejam levados para passear no jardim ou no pátio – nesse caso, vale lembrar que existem pessoas que não gostam de animais ou que têm medo, especialmente de cachorros, e precisam ser respeitadas, afinal, todos têm direitos iguais de utilização das áreas comuns. 

Outra questão muito discutida é o uso do elevador: pela regra de convivência, se, ao chamar o elevador outra pessoa já estiver ocupando, o dono do pet deve perguntar se ela se incomoda em compartilhar o espaço com o bichinho. Se a resposta for sim, a orientação é que aguarde o elevador estar desocupado. 

Dicas para boa convivência: 

- Saia com o seu pet no colo ou na caixa de transporte ou, se o animal for de porte grande, utilize uma coleira curta, de modo que Animais de estimação no condomínioele permaneça próximo de você.

- Evite sair com seu animal de estimação no horário de maior circulação de moradores. 

- Adote a regra “sujou limpou” e leve um saquinho plástico junto. 

- Leve o pet para passear em locais públicos, externos ao condomínio. 

- Mantenha o animal com higiene e saúde em dia.
 


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Vicente Tomasi – Falando de condomínio

Vicente Tomasi – Falando de condomínio

Síndico profissional. Diretor do Grupo Tomasi (http://www.grupotomasi.com.br/site/)





 




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