E a crise, vai piorar?

Por: Felipe Sandrin | 25/09/2015 00:00:00

Não vou esperar o último parágrafo de texto para responder: sim, vai piorar. Certamente, alguns dirão que afirmações desse tipo não ajudam em nada. Saúdo-os com uma banana. Até porque sei que tipo de pessoa geralmente comenta isso: os petistas. E, sim, mais uma vez: não gosto deles.

Vivemos um tempo no qual a ressonância da opinião não deve causar desconforto. Que época chata essa na qual verdades não podem ser ditas. E como doem essas verdades aos petistas – mais do que a outros. Por quê? Porque ser petista é pertencer a uma seita e em seitas não cabem opiniões diversas. Dói a verdade mais nos petistas, pois ser petista é ser religioso, acreditar que a barba é símbolo de um messias que, por fim, nos conduzirá a luz. Quer reconhecer um desses adeptos da loucura? Ele se justifica em cima de outros parasitas.

Por exemplo: vamos supor que eu passe outros quatro parágrafos falando mal de outros partidos, citando o nome de Aécio como sendo outro bandido de primeira. Se eu usar uma única frase contra o PT, os petistas são os que mais vão se sentir atacados. Por quê? Novamente: porque são uns coitados, ressentidos, apoiados sobre a muleta da linguagem comum, que fala aos ignorantes.

Tenho 28 anos, pouco pude consolidar minha opinião dobre Fernando Henrique, o que tenho é herdado. O que penso? Fez algumas coisinhas legais e outras tantas péssimas. Sobre Lula? Digo que acho válido o Bolsa Família e o sistema de cotas em universidades. Nestas hora, olhos se arregalam. Mas não justificarei aqui o porquê, não hoje. Nessa coluna, meu foco é detonar os petistas, sim, assim, assumidamente. E agora, por quê? Porque doenças sociais devem ser expostas.

Eu nunca entendi a frase “rouba, mas faz” – e olha que a escutei muitas vezes, sobretudo dentro do meio futebolístico, no qual trabalhei por um tempo. Sinceramente, quem pronuncia uma frase assim precisa rever com urgência os alicerces que moldaram esse falso caráter. Esse é o lema petista: é isso que cansa e agride qualquer pessoa mais sensata. Quer saber o tipo de pessoa de quem você precisa se manter longe? Desse tipo que diz: “no governo de antes, era pior”. Esse é o pior tipo de perdedor, aquele que se cerca apenas de mente fracas para, assim, poder diluir suas ideias idiotas, as quais somente outros idiotas compartilham.

Esse país e Estado perderam a noção da banalidade. Alguns chamam de síndrome de vira-lata (ver países estrangeiros como sendo melhores que aqui). Geralmente, quem usa essa frase também já se declara ao PT. Aliás, vi muitos petistas nos últimos anos postando foto nos Estados Unidos e se vangloriando na Europa. Claro, eles vão pra lá, batem fotos, fazem compras e voltam dizendo: “não é o bicho, lá também há problemas”. Tenho inúmeros amigos morando fora do país, seja a trabalho ou estudo. Sabe a única coisa que é consenso entre todos que conheço e lá estão? NENHUM QUER VOLTAR. Síndrome de vira-lata? Fala sério, quem diz isso é ressentido por, no fim, saber que não pode ir embora e tem que aguentar a palhaçada que é esse país.

Eu odeio petistas e percebi que não é feio admitir. Ah, eu também odeio “Psdebistas”, mas que graça tem escrever isso? Eles não se importam, aliás, eles se escondem, não sei se por alguma consciência que os faz sentir vergonha ou apenas articulam silenciosamente a total aniquilação do país.

“Antes era pior”?! Afaste-se desse tipo de gente. Apenas pessoas sem caráter apostam a dignidade na sigla de um partido.


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: felipesandrin@hotmail.com




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