Ou o Rio Grande do Sul se redescobre ou ele se enterra

Por: Felipe Sandrin | 13/07/2018 06:00:29

Na semana passada, o juiz gaúcho Rogério Favreto ficou nacionalmente conhecido como o homem que tentou livrar Lula da cadeia. O juiz foi filiado ao PT por mais de 20 anos e chegou, inclusive, a ser assessor no próprio governo Lulista. O magistrado formou-se na Universidade de Passo Fundo e é mestre pela PUC-RS.

Márcia Tiburi é uma graduada em Filosofia também formada pela PUC-RS. Nascida em Vacaria, é filiada ao PT e pré-candidata ao governo do Rio de Janeiro. A gaúcha é conhecida por dar depoimentos se declarando a favor dos assaltos como um direito contra uma sociedade capitalista e também de conceder entrevistas filosóficas com debates abordando o ânus – sim, ânus, você não leu errado.

Manuela d’Ávila é uma pré-candidata à presidência. Formada em Jornalismo pela PUC-RS, também cursou Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a UFRGS. Ela é filiada ao Partido Comunista, filha de juíza, declaradamente apoiadora de regimes genocidas e faz questão de frisar o apoio ao regime do presidente Nicolás Maduro na Venezuela. Ah, a pré-candidata comunista também gosta de viajar aos Estados Unidos e ostentar as fotos tiradas com seu iPhone em redes sociais. 

Três gaúchos que representam bem o pensamento que dominou e doutrinou os jovens do nosso Estado nas últimas décadas. Hoje esse Rio Grande do Sul dominado pela geração comuna figura como um dos lugares mais violentos do país, além de ser o segundo Estado mais devedor do Brasil – perdendo somente para o já destroçado Rio de Janeiro.
Coincidência? Com certeza não. O Rio Grande do Sul caminha para o total caos. Os próximos dez anos serão os piores já vividos aqui. Uma geração desperdiçada em falsas crenças e um ódio ignorante ao capitalismo e ao empreendedorismo. A “nossa” Universidade Federal está fechada a uma única doutrina, não há espaço para outro pensamento se não o implementado por dependentes do Estado, funcionários públicos que tentam crescer a máquina pública para garantirem suas aposentadorias e benefícios. Jovens que vestem vermelho e sustentam a ideia de seus mestres socialistas.

Nosso castigo é a realidade dos fatos. Eu cresci escutando sobre como nós, gaúchos, éramos superiores politicamente ao resto do Brasil. “Somos a resistência a um Brasil perdido”, era o que me diziam muitos dos mais velhos e alguns professores das escolas públicas em que estudei. A resistência à qual se referiam era aquela do terrorismo contrastada com o que hoje eles chamam de ditadura. Era o ódio ao empresariado e à guerra declarada ao dinheiro dos outros, nunca ao deles.

Gaúchos, ou nos reinventamos ou nos enterramos de vez. O Rio Grande do Sul que um dia chegou a ser próspero hoje caminha para ser um dos três piores lugares para se viver no país. Dívidas impagáveis, um funcionalismo público que consome todos os recursos, índices de violência absurdos e uma capital que figura entre as piores para se viver na América Latina e que ocupa a posição a 43ª posição entre as mais violentas do mundo.

Esse é o Rio Grande do Sul que essas ideias construíram. Nossas universidades são fábricas de improdutividade e terceirizadoras de culpa: o jovem gaúcho aprende desde cedo que a culpa é sempre dos outros, os centros acadêmicos se tornaram os redutos de mentirosos e covardes.

Ou tomamos as rédeas ou seguimos a deixar o controle de tudo na mão dessas mesmas pessoas e seus novos pupilos. Falta pouco para o Estado se enterrar economicamente e não ter volta, assim como não tem volta a vergonha dessas pessoas que estamos formando e vendendo ao Brasil.

 


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: [email protected]



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