Eles vão legalizar a pedofilia

Por: Felipe Sandrin | 24/08/2018 21:51:02

Cinco anos atrás li uma matéria do filósofo Olavo de Carvalho em que o mesmo abordava que em breve legalizariam a pedofilia, lembro-me de rir, de pensar: “Quem é esse velho maluco?” Hoje percebo a cegueira que não me permitia detectar tais movimentos. De fato, hoje, caminhamos para a legalização do abuso sexual de crianças.

Nesta semana o conceituado jornal francês “Le Figaro” destacou: “Votado na quarta-feira a questão da idade mínima do consentimento sexual foi finalmente descartada”. Ou seja. Na França, agora, uma criança (de qualquer idade) precisará provar violência, ameaça e coação para que o ato sexual se enquadre como abuso. Assim sendo, se uma criança, por exemplo, de dez anos consentir com o ato esse não se considera abuso.

No Brasil vários movimentos já passaram a tratar a pedofilia como uma doença, uma doença que foge ao crime, pois requer apenas um tratamento. Se você não acredita no que estou escrevendo busque agora no Youtube vídeos com o título “Pedofilia não é crime”. Há, por exemplo, psicólogos defendendo a ideia de que gostar de crianças é apenas uma opção e que não devemos tratar estes como criminosos.

A questão da sexualidade nas escolas é claramente um pedaço deste quebra-cabeça que visa à naturalidade do ato sexual com crianças. Observe as questões de gênero, os movimentos que insistem em repetir sobre não existir meninos e meninas, pois tudo – segundo eles – é apenas uma imposição social que força crianças a serem uma coisa ou outra.

Se hoje seu filho de 12 anos lhe disser “Eu gosto de outros meninos”, você se vê diante da seguinte situação: “Devo ou não orientá-lo de que é muito cedo para isso?”, pois, de fato, a simples ação de um responsável pode gerar e alimentar a ideia de que os pais não aceitam a opção sexual de seu filho e, por tanto, são preconceituosos.

Famílias perdem o controle sobre seus filhos, mas então quem passa a controlá-los: O Estado. Então alguns vão me dizer: “Mas, Felipe, os principais abusos ocorrem em casa, com membros da família, pessoas próximas”. Concordo, mas você acha que o estupro e o abuso vêm sendo realmente combatidos?

Você se lembra daquela exposição em que crianças eram levadas para tocar um homem nu? Pergunto então: se crianças de nove, dez, 12 anos são levadas a um local público e “seguro” para tocar um homem nu, como elas podem ter uma mínima noção para lá na frente denunciarem o pai, padrasto, o tio e os primos? Se tocar um homem com o pênis exposto é algo feito em períodos escolares, como poderia essa criança assimilar que ela está sendo abusada?

Observem a depravação dos últimos anos, os casos de estupros envolvendo atores e diretores. Se muitas dessas pessoas que aparecem na televisão todos os dias são estupradores e pedófilos o que você acha que elas defenderiam? Leis que protejam mulheres e crianças?

Caminhamos, sim, para a legalização da pedofilia. E você que estiver rindo deste texto faça como eu fiz e guarde bem essas palavras. Pois cinco anos atrás eu também ria disso, hoje eu percebo que a ignorância era minha, que a maldade é silenciosa e extremamente paciente. 
 


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: [email protected]



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