No vermelho do PT, o sangue dos brasileiros

Por: Felipe Sandrin | 18/03/2016 00:00:00

Lembra quando você era pequeno e sua mãe dizia “olha que você vai se queimar” ou “olha que isso aí dá choque”? Pois é, ouvíamos? Claro que não! Precisávamos da comprovação, afinal, como entender a palavra “queimar” sem sentir a ardência? Como interpretar a palavra “choque” sem colocar os dedinhos na tomada?
A América do Sul é uma criancinha que não escuta a mãe História; a criança Brasil precisa comprovar que o socialismo é regido por um fracasso tão monumental quanto os argumentos dos socialistas.
Meritocracia. Essa é a palavra-base para uma sociedade avançar. A meritocracia é perfeita? Não, mas até hoje se mostrou a “menos pior” das organizações sociais.
Quando você vê um vereador com vocabulário pobre, argumentos medíocres e linguajar de uma pessoa semianalfabeta, pode ter certeza que o mesmo é socialista. Por quê? Porque para essa pessoa ignorante ter chegado a esse posto público, o sistema tem de permitir que o ignorante ganhe voz. Um cargo sábio dado a um idiota.
O conceito básico das primeiras escolas aristotélicas consistia em captar as mentes mais inteligentes a fim de torná-las sábias e talvez prontas a governar. Isso porque o sábio pode trazer a igualdade para os ignorantes, mas o ignorante nunca conseguirá interceder pela igualdade.
Não há mistérios na situação alarmante do Brasil, nem no caos que ainda virá. Não haverá uma grande revolução na mente deste povo, pois tais revoluções necessitam de uma educação sólida.
Lula é o pai da desgraça brasileira por um motivo simples: ele foi o primeiro líder a aparelhar um sistema. O PT surgiu em um país de corruptos, mas tais corruptos, geralmente burgueses, não eram bons de marketing. Lula foi o marqueteiro perfeito para unir toda classe corrupta. O homem de fala simples, com cara de sofredor, reuniu o populismo e a ganância dos políticos que tinham nojo do povo. Lula trouxe a estabilidade para o reino dos ladrões, a segurança para os bandidos.
Entendam: não há prestígio em um pobre chegar ao poder pela falsa qualidade de ser pobre. O crescimento sempre estará ligado ao mérito do conhecimento, da fome por aprender e de, posteriormente, aplicar junto ao senso ético. Lula buscou tal conhecimento e o adquiriu, tornou-se incrivelmente hábil, porém usou o que aprendeu para o mal, assim como fez Hitler.
O Rio Grande do Sul está infestado pela síndrome socialista. Não há um Estado com tantas vereadoras que defendem os bandidos quanto aqui. Nas universidades, os professores mais cientes afirmam que “o ambiente universitário é medíocre ao que se trata de política”.
É por isso que tantos deputados “do povo” amam usar iPhones e ir aos Estados Unidos. Adoram fazer fotos no primeiro mundo e mandar a filha estudar fora. Essa contrariedade entre o pensamento e o agir evidencia o que aquele governante sabe – em um país pensante, ele não enganaria ninguém.
O Brasil é um adolescente em plena crise de identidade. Nós não sabemos o que queremos ser e o que queremos ter nos parece negado por uma força patriarcal – o governo.
Discutir política requer primeiramente uma seleção criteriosa sobre com quem será esse debate. Você jogaria xadrez com um rato? Você expõe ideias para uma pomba?
É por isso que não perco meu tempo com a maioria dos petistas. Eles pensam que a petulância deles vem do conhecimento, mas não, é apenas mais um dos braços da ignorância.
Meritocracia é a palavra. Quem faz mais, quem produz mais e se dedica mais deve chegar mais longe. Para isso devemos garantir, sim, a igualdade, lá no início, mas nunca pela base dos hipócritas socialistas que ensinam as classes a se desprezarem. 
A ignorância socialista é motivada pela inveja e a inveja sempre sucumbe à ganância.


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: felipesandrin@hotmail.com




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