O capitalismo não é para os infantilizados

Por: Felipe Sandrin | 09/06/2018 06:00:08

Já pensou se alguém quisesse criar um partido tipo PNB (Partido Nazista Brasileiro)? Absurdo, não é? Pois é, mas existe algo tão pior quanto o apoio ao nazismo: o apoio ao comunismo. Sim, existem os que apoiam essa ideia e levantam essa bandeira abertamente no Brasil. Cerca de seis milhões de judeus foram mortos pelos alemães enquanto o nazismo imperava. Muito, certo? O comunismo vitimou 200 milhões de pessoas. Por que, então, o nazismo se tornou impronunciável e o comunismo segue com alicerces até hoje? Simples: porque os comunistas e seus fãs sabem contar a história a seu jeito.

O museu que vimos incendiar no último final de semana estava por inteiro nas mãos dessas pessoas. Basta você fazer uma consulta rápida para descobrir quem era o reitor responsável por aquele patrimônio histórico. Aliás, vocês já entraram na Universidade Federal do Rio de Janeiro?  Em 2012, três funcionários já eram acusados de desviar mais de R$ 50 milhões. Tive o desprazer de conhecer parte da universidade em 2015. 

Como posso classificar aquilo? Um chiqueiro. Sério, se você tiver a oportunidade, vá até algum campus e veja os seres que lá habitam e o ambiente grotesco que domina. Se for mais corajoso, aventure-se em meio à natureza com a qual eles convivem, desfrute do cheiro de maconha e das diversas drogas que lá surgem como essências de um mundo melhor e mais lindo.

Deixamos essas pessoas escreverem a história do seu jeito e hoje convivemos com os fatos distorcidos. Bandeiras vermelhas tremulam e pessoas se declaram amantes de assassinos. Basta olharmos para alguns candidatos atuais e o apoio declarado a pessoas como Fidel Castro, Nicolás Maduro e Hugo Chavez. A lista de assassinos apoiados por peões no Brasil não é pequena, mas, claro, eles nos vendem a ideia da libertação, dos santos injustiçados. Aliás, vendiam. Agora todos nós conseguimos escrever a história. 

Não precisamos publicar um livro nem frequentar o antro da distorção de realidade das faculdades públicas brasileiras.

O Brasil é uma fábrica de hipócritas, um paraíso para ideologias que abraçam um totalitarismo assassino. As mesmas pessoas que falam sobre período militar, ditadura, torturas e assassinatos são aquelas dispostas a fazerem atos tão cruéis quanto. Prova disso é a forma como defendem terroristas abertamente. Ou seja: só está errado quando não são eles que ditam as regras.

Finalmente uma massa sólida começa a se erguer a fim de lutar contra aqueles que sempre escreveram a história ao seu próprio gosto. Aos poucos, as mentiras começam a surgir e a onda interrupta que abraçava os falsos discursos começa a encontrar o contra efeito de seu próprio caos. Fomos levados ao limite e, lá na frente, percebemos algumas das mentiras que nos foram ensinadas. A ilusão hoje se transforma em uma resistência que permite apontar reais culpados para situações que antigamente seriam usadas com oportunismo por essas pessoas que se denominam as detentoras das soluções para todos os problemas do mundo.

O ódio às mentes sãs e aos empreendedores que, no fim, sempre moveram as grandes nações agora começa a se dirigir aos invejosos, aos falsos que dizem buscar a igualdade social, aos desprezíveis que usam de suas inabilidades para tentarem se apropriar das conquistas alheias.

O brasileiro aos poucos percebe que o discurso “paz e amor” era falso e o tal bem comum proclamado por tantos era, na verdade, uma máscara de fracasso que unia esses seres rasteiros, rancorosos e disfarçadamente improdutivos ao seu discurso antimaterialista.

Pode parte de nossa história se perder na chama na negligência, mas, hoje, diferente de outras épocas, essa história não será mais contada pelos vitimistas. Hoje, muitos começam a perceber que a máscara que veste aqueles que fingem lutar pelos outros é a desculpa para eles se isentarem da própria culpa. 

Afinal, é mais fácil unir-se à ideia de livrar o mundo do capitalismo quando se é um fracassado que em nada contribui. Esse sempre foi o discurso dos infantilizados. E sabemos que algumas crianças nunca crescem.
 


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Felipe Sandrin

Felipe Sandrin

 



Músico e escritor, é colunista do SERRANOSSA desde 2006. Tem três livros lançados: Amor Imortal (2008), Eu vi a rua envelhecer – coletânea de crônicas publicadas no SERRANOSSA (2015) e Sempre Haverá Junho (2017), além dos álbuns Lados Separados (2011) e Adeus Astronautas (2016), com canções próprias. Contato: [email protected]



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