Coronavírus: depois da Itália, Espanha fecha escolas e suspende voos
A Espanha fechou escolas de várias regiões, suspendeu voos da Itália e fechou a câmara baixa do Parlamento durante ao menos uma semana depois que um parlamentar foi diagnosticado com coronavírus, na esperança de conter um surto crescente. Quarta maior economia da zona do euro, a Espanha relatou 35 mortes e 1.622 casos confirmados de coronavírus nesta terça-feira, um aumento de dez vezes em uma semana – o que a torna um dos países mais atingidos da Europa, embora ainda muito atrás da Itália.
Durante reunião de gabinete semanal, o governo decidiu suspender todos os voos diretos da Itália por pelo menos duas semanas a partir de quarta-feira (11). O parlamentar de extrema-direita Javier Ortega Smith foi diagnosticado com o vírus e seu partido disse que todos seus parlamentares trabalharão em casa até segunda ordem, o que levou a Câmara Baixa a suspender as atividades durante uma semana.
O metrô de Madri começou a usar álcool gel para limpar corrimões, assentos, apoios de braço e controles de portas para evitar infecções. Grandes eventos esportivos também estão sendo afetados. Todas as partidas do Campeonato Espanhol serão disputadas a portas fechadas durante ao menos uma quinzena, informou a liga.
O fechamento das escolas madrilenhas – dos jardins de infância às universidades – atinge ao menos 1,53 milhão de alunos, disseram autoridades regionais.
Situação na Itália
Numa medida sem precedentes, todos os habitantes da Itália têm de ficar em casa e só podem sair por motivos comprovados de saúde ou trabalho. As medidas de emergência para tentar travar a progressão do novo coronavírus passam agora a abranger todo o país. A quarentena imposta ao norte de Itália por causa da epidemia de Covid-19 foi estendida ao resto do país, a partir desta terça-feira (10/03), como medida para conter a propagação do surto, anunciou o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte.
Segundo ele, os cidadãos terão de comprovar a importância do seu trabalho para continuar a exercer a atividade, o estado de saúde e outras razões que justifiquem a necessidade de viajar para fora da área de residência. As restrições vão valer até 3 de abril. "Não haverá apenas uma zona vermelha. Haverá Itália", disse Conte aos jornalistas.
A Itália enfrenta a situação mais crítica na Europa. A doença atingiu até agora 9.172 pessoas e provocou a morte de 463, tornando a Itália o segundo país com mais casos depois da China. Em Portugal, o Ministério da Administração Interna anunciou novas medidas de contingência. Estão confirmados 39 casos no país e 399 aguardam resultados laboratoriais.