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Dengue no RS: enfermeiros poderão requisitar exames em casos suspeitos

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O presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS), Guilherme Ribas, destacou que a nota técnica facilitará o cuidado nos 497 municípios gaúchos

Foto: Itamar Aguiar/Ascom SES

Duas iniciativas do governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), foram anunciadas na segunda-feira, 11/03, para reforçar o atendimento a pacientes com suspeita de dengue que procuram serviços da Atenção Primária. A partir de hoje, um painel on-line está disponível para dar suporte às equipes de saúde. Além disso, profissionais de enfermagem passam a ficar autorizados a requisitarem exames, principalmente hemogramas, nos casos suspeitos da doença.

Enfermeiros poderão requisitar exames 

A secretária da Saúde do RS, Arita Bergmann, e o presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Antonio Ricardo Tolla, assinaram uma nota técnica conjunta que autoriza profissionais de enfermagem a requisitarem exames, principalmente hemogramas, nos casos suspeitos da doença.  

O documento estabelece parâmetros para a atuação de profissionais no enfrentamento da dengue – como a consulta de enfermagem, a requisição de exames, a notificação de casos suspeitos e o monitoramento dos pacientes, identificando possíveis alterações no quadro clínico. Também indica o manejo clínico dos pacientes conforme a avaliação de risco.   

“A iniciativa busca garantir que um enfermeiro a 600 quilômetros de Porto Alegre dê o mesmo atendimento que está sendo oferecido nos maiores municípios do Estado”, disse Tolla.   

O presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS), Guilherme Ribas, destacou que a nota técnica facilitará o cuidado nos 497 municípios gaúchos. “Tenho certeza de que estamos agregando dispositivos e ferramentas que vão facilitar o combate à dengue no Estado”, afirmou.

Plataforma

plataforma para manejo clínico de casos permite a identificação do estado de saúde e do tratamento para cada paciente por meio das características, sinais e sintomas apresentados. Na página, é possível verificar se o caso se enquadra em um dos quatro grupos (A, B, C e D) da classificação de risco. Para isso, basta apontar os sintomas (como febre, cefaleia e vômitos persistentes, entre outros). A ferramenta indica, então, o tratamento adequado para evitar o agravamento do estado de saúde, diminuindo o risco de óbito.   

Desenvolvida a partir do Painel Dengue RJ, criado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, a plataforma é o primeiro resultado concreto da colaboração entre os estados que fazem parte do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).  

“É uma ferramenta que vai nos ajudar de forma concreta e objetiva a identificar com mais agilidade os casos de dengue”, explicou a secretária Arita. “A partir de agora temos mais um apoio no combate à doença.”  

Arita ressaltou que os profissionais devem ficar mais atentos aos sintomas da dengue nos casos que chegam à Atenção Primária. “No Rio Grande do Sul, onde a doença está presente em todos os territórios, é preciso dar o devido valor aos sinais da dengue”, disse a secretária. “Temos de ressaltar, para os profissionais da rede e para a população, a importância de dar atenção aos sintomas para evitar mais óbitos.”  

O lançamento ocorreu durante reunião on-line entre Arita e representantes das secretarias estaduais de Saúde do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, estados que também fazem parte do Cosud. No encontro, foi exibido ainda um vídeo da secretária de Saúde do Rio, Claudia Mello, que ressaltou o trabalho em rede entre as pastas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Situação da dengue no RS  

Até segunda-feira, o Rio Grande do Sul já havia registrado 17 óbitos por dengue no ano. De acordo com o Painel da Dengue no RS, da SES, são 16.574 casos confirmados no Estado. Outras 10.138 ocorrências suspeitas da doença estão em investigação.  

É importante a procura por atendimento médico nos serviços de saúde logo nos primeiros sintomas. Dessa forma, evita-se o agravamento da doença e a possível evolução para óbito.

Principais sintomas:

  • febre alta  (39°C a 40°C), com duração de dois a sete dias;  
  • dor no corpo; 
  • dor nas articulações;  
  • dor retro-orbital (atrás dos olhos); 
  • dor de cabeça; 
  • dor no corpo; 
  • dor nas articulações; 
  • mal-estar geral; 
  • náusea; 
  • vômito; 
  • diarreia; 
  • manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.

Medidas de prevenção à proliferação e circulação do Aedes aegypti – como a limpeza e a revisão das áreas interna e externa de residências ou apartamentos e a eliminação dos objetos com água parada – são ações que impedem o mosquito de nascer, cortando o ciclo de vida na fase aquática. O uso de repelente também é recomendado para maior proteção individual contra o Aedes