Dicas para acalmar as crianças na viagem de carro

Viajar com criança dá trabalho dobrado. Desde os cuidados especiais com a bagagem até o trajeto, com mais pausas e necessidade de distrações, a preocupação é grande. Os cuidados aumentam ainda mais quando o jeito é pegar a estrada com a molecada – e o carro precisa se transformar em uma central segura de entretenimento durante o passeio. “As crianças podem ficar agitadas, com fome e querendo ir ao banheiro. Ou simplesmente começar a resmungar por causa do tédio de tanto tempo sentadas”, afirma a psicóloga Solange Martins Ferreira.

Nem sempre os pais sabem como agir nessas situações. Entretanto, há como transformar tudo isso em diversão, com algum planejamento e regras claras. A seguir, juntamente com a psicóloga Solange, o pediatra Jorge Huberman dá dicas para adultos e crianças viajarem de carro sem estresse.  

Fazendo as malas

Organizar a bagagem pode ser um momento divertido entre pais e filhos, além de dar noções de importância à criança – afinal, nem todos os brinquedos cabem no porta-malas. “Os pais devem deixar a criança livre para separar o que quiser. Na sequência, devem ajudá-la a escolher, limitando a quantidade de brinquedos ou adaptando as roupas de acordo com a estação climática”, afirma Solange. E, claro, é obrigação dos adultos completar a bagagem com o que faltar (produtos de higiene e primeiros-socorros, principalmente). 

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Fique atento à segurança

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O carro deve estar em condições impecáveis, para evitar imprevistos durante a viagem, e isso é verificado por meio de uma revisão. Depois, os pais devem estar atentos à questão da cadeirinha e do cinto de segurança. “As cadeirinhas são adaptadas para cada idade e peso; há instruções no manual de cada fabricante. Para bebês de até um ano de idade, a cadeirinha deve estar de costas para o motorista. Depois de um ano, ela pode ficar na posição regular”, destaca Huberman. 

Aos sete anos de idade, seu filho já pode viajar no banco do carro, mas os cuidados continuam. “Nesta fase, é necessário uma espécie de assento, que eleva a criança, para que o cinto de segurança não a sufoque”, completa o pediatra.   

Nada de comer no carro

Seu pequeno pode até reclamar de fome, mas evite deixar que ele coma dentro do carro – e não só para evitar enjoos durante o trajeto. “Com o movimento, a criança pode engasgar e o adulto não perceber. Também pode surgir a necessidade de frear bruscamente, machucando a boca ou a gengiva do seu filho com o impacto”, aponta Solange. Se a criança quiser partilhar a guloseima com o adulto da frente, o motorista pode ter a atenção prejudicada. O recomendado, portanto, é fazer uma refeição leve antes de sair e realizar pequenas pausas durante a viagem, para comer e se hidratar, além de ir ao banheiro (no caso de crianças que já tiraram as fraldas).  

Aproveite a noite

Viajar enquanto a criança dorme é um conforto a mais, tanto para ela quanto para os adultos. O calor incomoda menos à noite e o trânsito tende a ser mais leve. Só é preciso ter certeza de que o motorista esteja descansado, para evitar acidentes.  

Pare de vez em quando

Se a viagem for muito longa, tudo bem fazer uma parada estratégica. A dupla de especialistas indica que isso deve acontecer a cada duas horas e meia ou três horas, para que a criança vá ao banheiro, faça uma refeição leve ou, simplesmente, estique as pernas. “Essa parada também é importante para que o motorista recupere o nível de atenção e reflexo”, ressalta Solange.  

Tranquilidade antes

Antes de colocar o pé na estrada, nada de dar palavras de ordem, como “vá logo ao banheiro, porque iremos viajar”, ou “vamos viajar, comporte-se!”. “Isso só serve para deixar a criança mais agitada. O ideal é deixar um clima divertido no ar, comentando aspectos da paisagem ou atrações que podem aparecer na estrada. “Quando a criança se agita, ela reclama e dá mais trabalho”, pondera Huberman.  

Pare de pegar no pé

Pais superpreocupados podem até perguntar a todo instante se os pequenos, no banco de trás, estão bem. Porém, esse não é um comportamento recomendado. “Deixe que a criança se distraia sozinha. Dar um livro, um brinquedo ou até mesmo ligar aqueles DVDs portáteis são atitudes que ajudam a criança a se manter distraída”, lista o pediatra. 


Evite chamar amiguinhos

A não ser que a criança peça muito, não insista em levar amiguinhos de seus filhos junto. “Levar filhos dos outros pode dar trabalho redobrado. Isso sem esquecer da autorização legal do juiz, necessária para carregar outra criança”, aconselha Solange. “Além disso, o amiguinho de seu filho pode sentir falta dos pais, ficar chorando e estragar sua viagem. Leve-o apenas se for um grande amigo de seu filho, acostumado a visitar vocês e que já tenha dormido longe dos pais sem dar trabalho”, conclui Huberman.

Por Ana Paula de Araujo
(www.minhavida.com.br)


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