Dieta com pouco carboidrato exige cuidado
A dieta low carb (baixo carboidrato) propõe que em entre 50% e 55% do que é ingerido no dia seja carboidrato. É importante ressaltar que a redução extrema de carboidratos, algo abaixo de 40%, até proporciona o emagrecimento, porém não será saudável e pode ter uma série de consequências graves para a saúde. Os carboidratos incluem alimentos como arroz, macarrão, pão e batata.
Além disso, este método defende que seja priorizado o consumo de carboidratos de baixo índice glicêmico, aqueles cuja glicose (açúcar) é absorvida em uma velocidade mais lenta evitando picos de glicose e insulina no organismo. São exemplos de alimentos de baixo IG a batata-doce e o arroz integral. O consumo de alimentos integrais que são ricos em fibras também é estimulado neste método para emagrecer.
Por que emagrece
Este método contribui para o emagrecimento saudável ao sugerir que a alimentação priorize os carboidratos de baixo índice glicêmico. Isto porque quando um carboidrato é ingerido ele tem a glicose que será utilizada pela célula para obter energia. Caso haja excesso de glicose, ela é estocada em forma de gordura e, se for utilizada antes da próxima refeição, não há ganho de peso. Para que o organismo consiga queimar a gordura estocada é preciso liberar um hormônio chamado glucagon que irá retirar essa energia estocada. “Quando a dieta é rica em alimentos com alto índice glicêmico, ocorrem muitos picos de insulina e às vezes eles estão tão altos que o glucagon nunca é liberado”, explica o nutrólogo Roberto Navarro. Sem o glucagon, a gordura que está estocada não é queimada e não há perda de peso. Assim, quando a dieta prioriza a ingestão de alimentos de baixo índice glicêmico há uma alteração menor da insulina e consequentemente ocorre a produção de glucagon. Diante da presença de fibras e proteínas, a liberação do hormônio também é mais eficaz. Quando a dieta low carb propõe uma redução pequena de carboidratos, algo até 40% do que é ingerido no dia, ela também ajuda a emagrecer. “Não só o carboidrato, mas a proteína e principalmente a gordura devem ser controlados. Com uma redução de 10% e com a melhora na qualidade do que será consumido, a pessoa conseguirá não só um bom resultado, mas também uma reeducação de hábitos”, afirma a nutricionista Vivian Ragasso.
As fontes de carboidratos mais indicadas são aquelas que também possuem fibras, como o pão e o arroz integral. “A substância prolonga o tempo que o alimento fica no estômago e quando chega ao intestino diminui a velocidade de absorção de glicose e assim não há picos de insulina”, explica Navarro. Desta forma as fibras proporcionam saciedade.
Isto vai depender do quanto de carboidratos será cortado. “Você pode mudar a proporção por um tempo determinado. A orientação convencional é ingerir em um dia entre 50% e 55% de carboidratos, 30% de gorduras e de 15% a 20% de proteínas. É possível por um curto período, entre um e três meses, diminuir os carboidratos para 40% e as proteínas não devem ultrapassar os20%”, conta Navarro. A redução de carboidratos abaixo de 40% é prejudicial para a saúde, especialmente devido ao excesso de proteínas que passa a ser ingerido.
A falta de carboidratos
Dietas que sugerem uma redução extrema de carboidratos podem provocar uma série de problemas para a saúde. “A restrição e ingestão baixa de carboidratos pode gerar diminuição no metabolismo basal o que dificulta uma perda de peso futura, fazendo o corpo usar como combustível a fonte secundária que são os aminoácidos provenientes principalmente dos músculos”, diz Ragasso. Por isso, nessas dietas boa parte do peso perdido não é gordura, mas músculo e água. Outros sintomas da falta de carboidratos são: dor de cabeça, sono excessivo durante o dia ou falta de sono à noite, letargia, déficit de atenção, oscilações de humor, prisão de ventre, cansaço e falta de disposição.
Fonte: portal Minha Vida
(www.minhavida.com.br)
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