Diocese de Caxias se manifesta sobre padre preso na Serra por crime de estupro
Religioso foi detido em São Francisco de Paula após celebração de missa; crime ocorreu em Rondônia e processo corre em segredo de Justiça

Um padre de 56 anos foi preso pela Polícia Civil na noite da última quarta-feira (18), em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. A detenção ocorreu logo após o término da missa das 19h, no momento em que os fiéis já haviam deixado a igreja.
Prisão
A ordem de prisão foi expedida pela Justiça de Rondônia, pelo crime de estupro de vulnerável. Como o processo tramitou em outra região e está sob segredo de Justiça, a polícia local não forneceu detalhes específicos sobre a investigação ou a identidade do clérigo.
Posicionamento da Diocese
Nesta sexta-feira (20), a Diocese de Caxias do Sul, que responde pelas paróquias da região, emitiu uma nota oficial. A instituição afirmou que as medidas canônicas estão sendo conduzidas pela Arquidiocese de Porto Velho (RO) junto ao Tribunal Eclesiástico de Manaus. A Diocese declarou ainda que repudia qualquer forma de abuso e que colabora para que a justiça seja feita.
Confira a nota na íntegra
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Diocese de Caxias do Sul informa que tomou conhecimento dos fatos envolvendo a detenção de um sacerdote, membro do clero diocesano. As circunstâncias estão sendo apuradas pelas autoridades competentes na esfera civil e eclesiástica, conforme os procedimentos próprios, respeitado o devido processo legal. As medidas canônicas estão sendo tomadas pela Arquidiocese de Porto Velho – Rondônia, junto ao Tribunal Eclesiástico de Manaus, onde corre o processo canônico. A Diocese espera de que todos os fatos sejam esclarecidos, a fim de que a verdade prevaleça e se realize a justiça.
Faz-se saber que a Diocese de Caxias do Sul, em sintonia com o Magistério da Igreja, conta com a Comissão para a Tutela de Menores e Adultos Vulneráveis, reforçando seu compromisso com o Evangelho, na defesa da vida, dignidade e integridade de todas as pessoas. Declaramos, pois, com veemência, que repudiamos qualquer ato de abuso sexual, em qualquer esfera da sociedade, principalmente no âmbito religioso, e não iremos admitir nenhum tipo de injustiça praticada contra aqueles a quem Deus nos confiou o cuidado.
Pedimos as orações de todos neste momento de dolorosa provação, para que o caminho quaresmal de penitência e purificação que iniciamos nos conduza à verdade e à justiça.
Caxias do Sul, 20 de fevereiro de 2026