É preciso falar sobre o seu intestino

Você sente uma vontade incontrolável por doces? Insônia? Indisposição? Cansaço? Ganho de peso? Saiba que você pode estar com disbiose intestinal.

Mas o que é disbiose? Para melhor compreensão, vamos começar falando do intestino e suas funções. O intestino é a principal porta de entrada dos nutrientes para o organismo, além disso, é considerado o segundo cérebro, sendo um importante órgão imunológico, endócrino e neurológico.

O intestino é colonizado por milhões de bactérias benéficas e maléficas. Ter um intestino saudável é essencial para garantir qualidade de vida. Nesse caso, saudável não se refere apenas ao trânsito intestinal, mas também ao tipo de colonização de bactérias, ou seja, bactérias do bem que trazem benefícios como produção de vitaminas do complexo B, vitamina K, enzimas digestivas, absorção de nutrientes, redução dos níveis de colesterol, desintoxicação hepática, maturação do sistema imunológico, entre outros inúmeros benefícios ao corpo. Quando o intestino tem mais bactérias prejudiciais do que benéficas, ocorre a disbiose intestinal.

A disbiose trata-se de um desequilíbrio na composição da microbiota, com maior proliferação de bactérias patogênicas, sendo considerada prejudicial à saúde e gatilho para diversas patologias. As principais consequências desse desequilíbrio são má absorção de vitaminas, cansaço, inativação de enzimas digestivas, má digestão, fermentação excessiva, desconjugação de sais biliares, comprometimento da digestão e absorção de gorduras, produção de promotores tumorais e destruição da mucosa intestinal. 

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Essa alteração na microbiota intestinal é causada pelo uso abusivo de antibióticos, uso abusivo de laxantes, uso prolongado de anticoncepcionais, uso abusivo de anti-inflamatórios, tipo de parto (cesariana), aleitamento materno exclusivo por menos de seis meses, dieta desequilibrada e pobre, consumo excessivo de alimentos inflamatórios (industrializados), pouca ingestão de água, mastigação insuficiente, deficiências nutricionais, acloridria, hipocloridria, dispepsia/declínio da função digestiva, motilidade reduzida/obstrução, idade, estresse, fumo e bebidas alcoólicas.

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Os sintomas da disbiose são inúmeros e variam de pessoa para pessoa: constipação, flatulência, diarreia, distensão abdominal (principalmente após as refeições), dores de cabeça, enjoos, irritabilidade, fadiga, insônia, depressão, acnes, queda de cabelo, unhas fracas, infecção urinária de repetição, ganho de peso, micoses, memória ruim, falta de concentração, aumento do colesterol, rinites, sinusites, artrites, osteoporose, anemia, alergias entre outros.

O tratamento consiste em restabelecer a microbiota intestinal com uma alimentação adequada e uso de probióticos. O indivíduo deve consumir alimentos ricos em fibras e probióticos, que estimulam o crescimento dos micro-organismos benéficos do intestino, ajudando a reestabelecer a absorção adequada dos nutrientes. Também é necessário reduzir o consumo de alimentos maléficos à microbiota, tais como: açúcares, carboidratos refinados, bebidas alcoólicas, excesso de gordura e industrializados. Além disso, é importante evitar automedicação e consumo indiscriminado de medicamentos. 

Foto: DialetZone.org

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