Empresa de Caxias do Sul é alvo de operação do MPRS por fraude em concurso público

Empresa de Caxias do Sul é investigada por fraude em concurso no RS e irregularidades em licitações no RS e SC

Empresa de Caxias do Sul é alvo de operação do MPRS por fraude em concurso público.
“Toc, toc”. Bom dia: o GAECO chegou. Foto: MPRS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Ilegalle. A ação investiga fraude na gestão de inscrições de concurso público em Santa Vitória do Palmar (RS). Uma empresa de Caxias do Sul está entre os alvos das apurações.

Operação cumpriu mandados no RS e em Santa Catarina

O MPRS cumpriu quatro mandados de busca no Rio Grande do Sul. Outros seis mandados foram executados em apoio ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

As investigações apuram apropriação de valores e conluio para direcionamento de contratações públicas em nove cidades dos dois Estados. “A atuação integrada entre as unidades do Ministério Público fortalece o combate a fraudes estruturadas”, destacou o coordenador estadual do GAECO, Rogério Meirelles Caldas.

Fraude em concurso é alvo da Operação Ilegalle

Segundo o MPRS, a banca organizadora do concurso em Santa Vitória do Palmar foi contratada por R$ 200 mil. A investigação aponta manipulação na lista de candidatos isentos da taxa de inscrição. O concurso tem prova prevista para 14 de junho.

De acordo com a apuração, nomes teriam sido incluídos indevidamente na relação de isentos. O Ministério Público também identificou candidatos classificados como isentos mesmo após o pagamento da taxa. O desvio estimado é de R$ 39 mil.

Investigação aponta direcionamento em licitações

Na investigação conduzida pelo MPSC, o GAECO apura irregularidades em licitações para contratação de empresas organizadoras de concursos públicos. Segundo os investigadores, empresas com vínculos familiares e societários teriam simulado concorrência em processos licitatórios.

O esquema incluiria combinação de propostas e uso da técnica conhecida como “mergulho”. O método consiste na apresentação de lances artificialmente baixos, seguida de desclassificações estratégicas para favorecer contratações direcionadas.

Operação envolveu cidades do RS e de SC

As apurações envolvem Nova Esperança do Sul, no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, as investigações citam Mirim Doce, Dona Emma, Agrolândia, Rio dos Cedros, Palhoça, Ibicaré, Vargem Bonita e Entre Rios.

As medidas cumpridas tiveram como alvos sedes empresariais e três pessoas físicas, incluindo advogados. “O objetivo é, caso confirmados os fatos investigados, restituir os valores desviados”, afirmou o promotor de Justiça Dax Barreto Bogo.

Enviar pelo WhatsApp:
VER MAIS NOTÍCIAS