Fachin mantém cúpula da PF e tira Moraes da relatoria do inquérito das fake news
Presidente do STF suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino e virou “Fraquin” nas redes sociais

Brasília (DF) – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) os afastamentos do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. No mesmo dia, também retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.
Fachin mantém cúpula da PF
Andrei Rodrigues e Leandro Almada haviam sido afastados na terça-feira (8) por decisão de André Mendonça. Flávio Dino, como um raio, determinou já na quarta-feira a reintegração dos dois. Mais tarde, o presidente do STF suspendeu as decisões de Mendonça e de Dino.
Na prática, Andrei e Almada seguem nos cargos por força da decisão de Fachin, que atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
Moraes perde relatoria
Horas depois, Fachin retirou Alexandre de Moraes da relatoria do interminável inquérito das fake news, aberto em 2019. Contudo, as decisões já tomadas por Moraes foram preservadas.
Fachin também retirou do inquérito a investigação relacionada a André Mendonça. O material foi encaminhado à Presidência do STF.
Mensagens de Daniel Vorcaro
A crise no STF ocorre após a divulgação de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O material faz referências a Andrei Rodrigues, Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
As conversas apontam proximidade entre Vorcaro e Moraes. Também incluem referência a um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
“Fraquin”
Nas redes sociais, alguns usuários e políticos passaram a chamar Edson Fachin de “Fraquin”, em referência à demora e à postura adotada diante do racha no STF. O termo chegou a aparecer entre os assuntos monitorados nas redes nesta quarta-feira.