Justiça bloqueia R$ 750 mil em imóveis em Bento Gonçalves

Justiça determina sequestro de imóveis em Bento Gonçalves após denúncia do MPRS por lavagem de dinheiro na Operação Contas Abertas III

Justiça bloqueia R$ 750 mil em imóveis em Bento Gonçalves.
Foto de setembro de 2025 mostra ação do GAECO/MPRS em Bento Gonçalves durante a Operação Contas Abertas II. Foto: MPRS

Bento Gonçalves (RS) – A Justiça recebeu denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra três investigados por lavagem de dinheiro. Também determinou o sequestro de três imóveis em Bento Gonçalves, avaliados em cerca de R$ 750 mil.

Denúncia por lavagem de dinheiro

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, coordenador do 5º Núcleo Regional do GAECO – Serra.

Segundo o MPRS, a investigação identificou o uso de terceiros e de negociações imobiliárias para ocultar a origem e a propriedade de bens. A denúncia aponta que dois imóveis foram adquiridos por R$ 550 mil e permaneceram registrados em nome de uma empresa, embora os denunciados fossem apontados como os reais proprietários.

Investigações prosseguem

A decisão judicial também determinou a continuidade das investigações sobre outros fatos e possíveis envolvidos.

O trabalho deve aprofundar a análise de movimentações financeiras feitas por intermédio de terceiros. Segundo o MPRS, o sequestro busca impedir a dilapidação do patrimônio e assegurar eventual perda dos bens ao final do processo.

Operação Contas Abertas

  • 14 de junho de 2024: A Operação Contas Abertas começou com ações em Bento Gonçalves, outras cidades do Rio Grande do Sul e mais três Estados. A etapa teve 26 prisões, apreensão de 25 veículos e cinco imóveis, além do bloqueio de 274 contas.
  • 17 de junho de 2024: Uma nova ação ocorreu no Presídio Regional de Pelotas, com uma prisão preventiva e apreensão de celulares.
  • 20 de junho de 2024: A operação chegou à Penitenciária Regional e ao Presídio Regional de Caxias do Sul. Três investigados foram presos, e houve apreensão de 41 celulares, drogas, armas brancas, dinheiro e anotações.
  • 24 de setembro de 2025: A segunda fase cumpriu mandados em 22 alvos, em Bento Gonçalves e Paim Filho. Duas empreiteiras e uma revenda de automóveis foram investigadas por possível participação no esquema.
  • 17 de outubro de 2025: Uma empresária de Bento Gonçalves foi presa preventivamente. Segundo o MPRS, era investigada por lavagem de dinheiro e por liderar a estrutura financeira da organização criminosa.
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