Justiça bloqueia R$ 750 mil em imóveis em Bento Gonçalves
Justiça determina sequestro de imóveis em Bento Gonçalves após denúncia do MPRS por lavagem de dinheiro na Operação Contas Abertas III

Bento Gonçalves (RS) – A Justiça recebeu denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra três investigados por lavagem de dinheiro. Também determinou o sequestro de três imóveis em Bento Gonçalves, avaliados em cerca de R$ 750 mil.
Denúncia por lavagem de dinheiro
A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, coordenador do 5º Núcleo Regional do GAECO – Serra.
Segundo o MPRS, a investigação identificou o uso de terceiros e de negociações imobiliárias para ocultar a origem e a propriedade de bens. A denúncia aponta que dois imóveis foram adquiridos por R$ 550 mil e permaneceram registrados em nome de uma empresa, embora os denunciados fossem apontados como os reais proprietários.
Investigações prosseguem
A decisão judicial também determinou a continuidade das investigações sobre outros fatos e possíveis envolvidos.
O trabalho deve aprofundar a análise de movimentações financeiras feitas por intermédio de terceiros. Segundo o MPRS, o sequestro busca impedir a dilapidação do patrimônio e assegurar eventual perda dos bens ao final do processo.
Operação Contas Abertas
- 14 de junho de 2024: A Operação Contas Abertas começou com ações em Bento Gonçalves, outras cidades do Rio Grande do Sul e mais três Estados. A etapa teve 26 prisões, apreensão de 25 veículos e cinco imóveis, além do bloqueio de 274 contas.
- 17 de junho de 2024: Uma nova ação ocorreu no Presídio Regional de Pelotas, com uma prisão preventiva e apreensão de celulares.
- 20 de junho de 2024: A operação chegou à Penitenciária Regional e ao Presídio Regional de Caxias do Sul. Três investigados foram presos, e houve apreensão de 41 celulares, drogas, armas brancas, dinheiro e anotações.
- 24 de setembro de 2025: A segunda fase cumpriu mandados em 22 alvos, em Bento Gonçalves e Paim Filho. Duas empreiteiras e uma revenda de automóveis foram investigadas por possível participação no esquema.
- 17 de outubro de 2025: Uma empresária de Bento Gonçalves foi presa preventivamente. Segundo o MPRS, era investigada por lavagem de dinheiro e por liderar a estrutura financeira da organização criminosa.