Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa” do basquete

Oscar Schmidt, o “Mão Santa” do basquete, ícone da Seleção Brasileira, morre aos 68 anos

Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa” do basquete.
Oscar Schmidt no Jogo das Celebridades do NBA All-Star 2017. Foto: Reprodução/Instagram @oscarschmidt14

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana de Parnaíba (SP). A assessoria confirmou a informação.

Falecimento

Oscar, que media 2,05 m e ficou conhecido como “Mão Santa”, eternizou a camisa 14 da Seleção Brasileira.

Após sofrer um mal-estar, ele foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana em parada cardiorrespiratória (PCR), mas chegou à unidade sem vida.

Quadro de saúde

Familiares relataram, em postagens recentes, que Oscar Schmidt enfrentava problemas de saúde após uma cirurgia. No início de abril, seu filho, Felipe Schmidt, recebeu uma homenagem em seu lugar no Comitê Olímpico Brasileiro.

Oscar lutou por cerca de 15 anos contra um tumor cerebral.

Carreira histórica

  • Começo (1958 – 1973)
    Nascido em Natal (RN), Oscar Schmidt iniciou no esporte pelo futebol. Migrou para o basquete aos 13 anos, em Brasília, onde deu os primeiros passos no Unidade Vizinhança.
  • Ascensão no Brasil (1974 – 1981)
    Foi para o Palmeiras aos 16 anos e rapidamente chegou à Seleção Brasileira. Em 1978, conquistou o Sul-Americano e o bronze no Mundial. No Sírio, venceu o Mundial Interclubes de 1979. Em 1980, disputou a Olimpíada de Moscou e marcou 169 pontos.
  • Itália (1982 – 1993)
    Atuou por Juvecaserta e Pavia. Somou 13.957 pontos no Campeonato Italiano e foi o primeiro a ultrapassar 10 mil pontos na liga.
  • Espanha (1993 – 1995)
    Jogou pelo Fórum Valladolid e manteve alto nível. Sua trajetória inspirou o livro “Jugar como Oscar”, escrito por Félix Ángel.
  • Seleção Brasileira (1977 – 1996)
    Disputou cinco Olimpíadas e marcou época com a camisa do Brasil. Em 1984, recusou proposta do Brooklyn Nets para não perder o direito de atuar pela Seleção. Em 1987, liderou o histórico ouro no Pan de Atlanta, com vitória sobre os Estados Unidos. Em 1988, em Seul, foi cestinha com 338 pontos e quebrou recordes. Encerrou a trajetória olímpica com 1.093 pontos.
  • Brasil (1995 – 2003)
    Retornou ao país e atuou por Corinthians, Banco Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo.
  • Recorde mundial
    Encerrou a carreira em 2003 como o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos, superando Kareem Abdul-Jabbar. A marca foi superada apenas em 2 de abril de 2024 por LeBron James.

Hall da Fama

Em 2013, Oscar Schmidt foi incluído no Hall da Fama do basquete, em Springfield, Massachusetts, nos Estados Unidos. A homenagem o colocou entre os maiores da história do esporte, em reconhecimento à sua carreira internacional e ao impacto global de seu nome no basquete.

Durante a cerimônia, apadrinhada por Larry Bird, um vídeo emocionante relembrou a trajetória de Oscar e celebrou seu legado no esporte.

Nota oficial da assessoria

A assessoria informou que o velório de Oscar Schmidt será reservado à família, atendendo ao desejo por um momento íntimo.

Nota da assessoria

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.

Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.

A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.

Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.

Enviar pelo WhatsApp:
VER MAIS NOTÍCIAS