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Morre voluntário gaúcho que se acidentou ajudando vítimas das enchentes em Muçum

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Adroaldo Gabana, de 38 anos, estava na UTI desde o dia 7 de maio; a família decidiu fazer a doação dos órgãos

Morre voluntário gaúcho que se acidentou ajudando vítimas das enchentes em Muçum
Foto: Redes sociais

Morreu na noite de sábado, 25/05, o engenheiro agrônomo Adroaldo Gabana, de 38 anos, voluntário de Ciríaco que se acidentou enquanto ajudava as vítimas das enchentes em Muçum, no Vale do Taquari. Ele estava internado em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Bruno Born, de Lajeado, desde o dia 7 de maio.

Conforme o irmão de Adroaldo, Gustavo Gabana, a causa do óbito foi morte encefálica. A família optou pela doação dos órgãos do voluntário e o corpo foi liberado neste domingo, 26/05.

Adroaldo vai ser velado no município de São Jorge, na região da Serra, onde vive sua mãe. Após, o corpo do voluntário será cremado, a pedido da família, ainda na segunda-feira, 27/05. Aleta de futsal amador em Ciríaco, onde vivia no norte do RS, Adroaldo deixa a esposa Jocenia Propodoski e a filha do casal, Bianca, de 7 anos.

Relembre o caso

Em 7 de maio, Adroaldo e um grupo de amigos se voluntariaram para ajudar as vítimas das enchentes em Muçum. Ele, contudo, caiu da caçamba de uma camionete e bateu a cabeça no chão, o que o deixou em estado grave. Na ocasião, ele e os amigos se deslocaram à cidade para ajudar quatro famílias a limpar as residências após a enchente.

A ideia do grupo era retornar para Muçum no dia seguinte. No entanto, Gabana sofreu o acidente antes de sair do município. Ele, então, foi atendido às pressas e precisou ser levado no helicóptero do exército para o hospital em Lajeado. No dia 8, ele passou por uma craniotomia descompressiva na tentativa de diminuir o inchaço na cabeça, mas seguiu em coma.

O voluntário passou pelo exame de eletroencefalograma para reavaliar a evolução do quadro clínico, que verificou atividade cerebral mínima. No início da semana, uma nova avaliação médica mostrou que existia atividade cerebral, mas a função renal piorou.

Fonte: GZH