Economia
03/12/2012 16:15:31, escrita por SERRANOSSA

Copa e Olimpíadas impulsionam vinhos brasileiros

Vinícolas conquistaram novos mercados na ProWein, prospectando US$ 1 milhão em negócios

A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas em 2016 no Brasil estão atraindo as atenções do mundo para os vinhos verde-amarelos. Essa foi a impressão sentida na oitava participação do Wines of Brasil na ProWein, uma das mais importantes feiras de vinhos da Europa, entre os dias 4 a 6 de março, em Dusseldorf, na Alemanha. A prospecção de negócios foi de US$ 1 milhão entre as 11 empresas: Aurora, Basso, Casa Valduga, Don Guerino, Lidio Carraro, Miolo, Pizzato, Salton, Sanjo (SC) e Santo Emílio (SC) e Vinibrasil (Vale do São Francisco), que participaram da feira alemã. “Quem não tem vinho brasileiro para venda veio procurar rótulos em nosso estande. E quem tem, veio atrás de novas opções tendo em vista estes importantes eventos de repercussão internacional que colocarão o Brasil em destaque no mundo todo”, resumiu a representante do projeto na ProWein, Ana Paula Kleinowski.

Pensando nisso, a Cooperativa Vinícola Aurora acertou com seu importador na Dinamarca o início do “Projeto Copa do Mundo”, que colocará vinhos e espumantes em promoções ligadas à maior competição de futebol do mundo. “Ainda estamos negociando os detalhes, mas, em princípio, vamos oferecer viagens ao Brasil para os consumidores de vinhos da Aurora na Dinamarca, e um primeiro momento, e nos principais países da Europa, logo em seguida”, adiantou Rosana Pasini. Sobre a ProWein, ela frisou: “Foi a melhor feira de todas as oito edições”. Fora a Alemanha, a Aurora recebeu contatos de dez diferentes países da Europa, além de asiáticos, que pouco apareciam na ProWein. “A imagem do vinho brasileiro está em franco crescimento, agora são os principais compradores da Europa que vêm nos procurar”, disse. Do Japão, o maior vendedor de vinhos por catálogo quer importar vinhos da Aurora. A grande novidade, contudo, é a retomada das exportações da cooperativa para a França. O mesmo importador, que em 2008 deixou de comprar os rótulos da Aurora, esteve no estande do Wines of Brasil na ProWein para recuperar o tempo perdido. “Ele disse que, atualmente, não há mais como não ter vinho brasileiro no seu portfólio”, contou Rosana Pasini. Com o novo negócio fechado, a Aurora vai vender seus vinhos das linhas varietal e reserva para a França, especialmente para atender hotéis, bares e restaurantes.


A Salton embarcou para a missão na Europa do Wines of Brasil com o objetivo de conseguir importador para Dinamarca, Holanda e Reino Unido. A ProWein serviu para concluir as negociações com os diversos importadores interessados em representar a Salton nesses países. Durante a feira, Vagner Montemagiore escolheu os importadores da Salton para a Dinamarca e a Holanda. Agora, só falta o Reino Unido, que pode ser conquistado em evento marcado para esta segunda-feira, dia 12, em Londres, na Embaixada do Brasil. Para a Dinamarca, um contêiner deve ser embarcado nos próximos meses com diversos rótulos da Salton, que serão comercializados em hotéis, bares e restaurantes. Na Holanda, o importador selecionado é o terceiro maior comprador de vinhos do país dos moinhos. A primeira carga também deve ser entregue e 60 dias na Holanda. Com Dinamarca e Holanda, a Salton passará a exportar para 13 países. A ProWein ainda serviu para a Salton fechar novos pedidos de exportação de vinhos para clientes da República Tcheca e do Canadá. “Antes, quem corria atrás dos principais compradores no mundo era o Brasil. Agora eles vêm até o nosso estande e sentam para negociar sem fazer perguntas de quem somos e o que produzimos. A qualidade dos nossos produtos já é conhecida no meio especializado, entre os melhores compradores de vinhos do mundo”, afirmou Vagner. “E eles estão vislumbrando as grandes oportunidades para os vinhos brasileiros devido à realização da Copa do Mundo no Brasil daqui a dois anos e também das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016”, destacou.


A Basso também saiu bastante satisfeita da ProWein. Para Maria Angélica Rech, esta foi a melhor das três feiras que ela participou. “Foi muito produtiva, com um público bastante focado em negócios”. A Basso conseguiu deixar muito bem encaminhado um importador para a Inglaterra. “Já vínhamos conversando com ele em outras feiras, especialmente nas duas últimas ProWein, e agora estamos muito próximos de definir uma parceria”, disse Maria Angélica. O importador irá para o Brasil nos próximos meses para degustar todos os vinhos e espumantes da Basso e conhecer a vinícola. “Devemos fechar o contrato no Brasil”, falou a executiva. A Polônia é outro mercado que terá um investimento da Basso. Em reunião com um importador polonês na ProWein, Maria Angélica recebeu a proposta de desenvolver um vinho específico para venda em supermercados na Polônia. “É um negócio que pode alcançar a venda de 50 mil garrafas por ano”, calculou. A Basso começou a exportar no ano passado, quando embarcou seus primeiros rótulos para a República Tcheca e a Espanha (El Corte Inglés). A vinícola ainda fez contatos com agentes do Canadá. O vinho frisante da Basso foi selecionado para a fase final da licitação do monopólio canadense de bebidas. O resultado final está por sair.

Também na ProWein, a Casa Valduga fechou a venda de 600 garrafas do seu espumante top, o Maria Valduga, para um grande comprador da Alemanha. O Maria Valduga será vendido direto a consumidores finais, clientes da rede, e também a restaurantes alemães. A diretora comercial da Casa Valduga, Juciane Casagrande, informou que os vinhos e espumantes da Casa Valduga estão presentes em 300 lojas e em 150 restaurantes na Alemanha. “A feira serviu para ampliarmos a nossa distribuição nesses locais aqui na Alemanha. Temos muito a crescer”, ressaltou. A Valduga ainda fez novos contatos com compradores da Estônia, Japão, China e Inglaterra.

A Lidio Carraro abriu conversações com importadores no Leste Europeu e em outras regiões ainda descobertas no Canadá. A vinícola butique também aproveitou a feira para apresentar novos produtos a seus importadores nos 16 países na Europa onde está presente, além dos Estados Unidos e Canadá. A linha Dádivas – o branco 100% Chardonnay e o tinto 100% Pinot Noir – foram os destaques. 

Durante esta ProWein, a Miolo negociou com as principais redes de supermercados da Alemanha, que estão muito interessadas nos vinhos brasileiros. O Grupo Edeka, que é a maior empresa de supermercados gourmet do país europeu, foi um que iniciou contato para comprar vinhos da Miolo. “É um negócio grande que deve se desenvolver aos poucos”, salientou o gerente de exportações da Miolo, Fabiano Maciel. Outro contato relevante foi com a Mövenpick, que possui 40 lojas super premium na Alemanha e na Suíça. Outra rede, a Mack & Schuhle AG, um dos maiores importadores da Alemanha, que vende 2,7 milhões de caixas de vinho por ano, também se mostrou interessado em incluir os vinhos da Miolo em seu portfólio. “As redes têm procurado os vinhos brasileiros por solicitação dos consumidores, que têm demonstrado interesse em nossos produtos e também pela contínua presença positiva do Brasil na mídia internacional”, disse Fabiano Maciel. A Schenk, produtores de vinhos na Bélgica e na França, procuraram a Miolo para ter seus rótulos à venda nesses países e também na Suíça e na Holanda. “Com todos estes contatos, temos potencial real de venda de 900 mil euros este ano a partir de contatos feitos na ProWein”, informou Maciel. A Miolo fechou 60 mil euros em vendas na feira para clientes da Alemanha e Áustria. Este país, aliás, receberá 3 mil garrafas da Miolo. “É a primeira exportação que faremos para a Áustria”, revela Maciel. Este será o 32º país comprador dos vinhos da Miolo. “Este cliente fornecerá vinhos também para o norte da Alemanha”, acrescentou Maciel.


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