Economia
09/11/2020 14:37:04, escrita por SERRANOSSA

Após cinco meses, arrecadação de ICMS volta a apresentar crescimento no RS

De acordo com números divulgados pela Receita Estadual na última quinta-feira (10/09), a arrecadação de ICMS no Rio Grande do Sul voltou a apresentar crescimento depois de cinco meses consecutivos de variações negativas em decorrência da pandemia. No mês de agosto,  o desempenho chegou a ser 1,7% (R$ 50 milhões) superior ao registrado no mesmo período de 2019, em números atualizados pelo IPCA.

Após fechar o primeiro trimestre do ano com crescimento real de +3,5%, apesar da queda de -0,3% contabilizada em março, o desempenho havia sido de -14,8% (R$ 450 milhões) em abril, -28,6% (R$ 825 milhões) em maio, -13,9% (R$ 400 milhões) em junho e -5,3% (R$ 150 milhões) em julho.

“O mês de agosto registrou o melhor resultado desde o início da crise, o que corrobora o movimento de retomada gradual das atividades econômicas. Entretanto, no acumulado do ano ainda estamos com queda de -6,2%, ou seja, arrecadamos R$ 1,47 bilhão a menos em ICMS do que em 2019”, explica Ricardo Neves Pereira, subsecretário da Receita Estadual.


 

Na visão da arrecadação por setores, conforme os Grupos Especializados Setoriais da Receita Estadual, também foram verificados avanços. Em agosto, dez segmentos apresentaram variação positiva no indicador, frente a seis em julho, três em junho e apenas dois em maio e abril. Os melhores resultados ocorreram nos setores de Transportes (+122,7%), Eletrônicos e Artefatos Domésticos (+27,6%) e Supermercados (+24,1%). Os piores desempenhos foram nos ramos de Calçados e Vestuários (-44,4%), Combustíveis e Lubrificantes (-19,2%) e Veículos (-11,5%).

Emissão de Notas Eletrônicas continua positiva

A emissão de Notas Eletrônicas (NF-e + NFC-e) registrou variação positiva pela quarta quinzena consecutiva frente a períodos equivalentes de 2019. O aumento na última quinzena analisada (22 de agosto a 4 de setembro) foi de +2,3%. O pior resultado do indicador ocorreu em abril, com -18,7% de variação. No acumulado do período de análise (16 de março a 4 de setembro), a redução é de -4,0%, ou seja, cerca de R$ 80 milhões deixaram de ser movimentados, em operações registradas nas notas eletrônicas, a cada dia.




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