Geral
28/10/2011 11:34:06, escrita por SERRANOSSA

“Falta d´água é um transtorno temporário”

Gerente da Corsan reconhece que obras do esgotamento podem ocasionar interrupção no abastecimento

Passado pouco mais de um mês do início das obras de implantação do sistema de tratamento de esgoto em Bento Gonçalves, os primeiros transtornos para a comunidade começam a aparecer. Moradores dos bairros Fátima e Santa Helena, na zona sul, relatam que chegaram a ficar mais de 12 horas sem abastecimento de água, sem aviso. O gerente da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) no município, Cláudio Ferreto reconhece que a falta d’água pode ter sido ocasionada pelas obras. “O que a população precisa entender é que é um transtorno temporário. É um benefício par a cidade toda”, explica.

Enquanto as obras estiverem em andamento, a falta d’água é um risco que comunidade corre. A previsão de conclusão desta parte dos trabalhos é até o final deste ano. O problema acontece, segundo Ferreto, por que acidentalmente ao abrir as valas para colocação do sistema de tratamento de esgoto as redes de água podem ser atingida. O tempo em que a comunidade permanece desabastecida depende do tamanho do estrago feito.

Embora esta não seja a principal causa do problema, o bairro Santa Helena vai receber um reforço na rede de abastecimento de água. O motivo é o aumento da demanda no bairro. Até a primeira quinzena de novembro será feito um reforço na rede na rua Pedro Koff, onde há um problema pontual. Para o primeiro semestre do próximo ano, o reforço será feito entre os bairros Fenavinho e Santa Helena, quando será colocado um novo adutor de água tratada.


Estação de Tratamento

Para que Bento Gonçalves comece a ter de fato a primeira gota de esgoto tratado, é necessária ainda a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto, no Barracão. A obra deve ficar apenas para 2012, ainda sem previsão de início. O gerente da Corsan no município, Cláudio Ferreto, descarta transtornos com a falta d’água nesta fase dos trabalhos.


Adequação de reservatório

Ferreto alerta para a importância de que a população faça a adequação do reservatório de água nas residências. “Com o reservatório domiciliar adequado, caso a localidade fique desabastecida, a residência não sofrerá tanto com a falta d’água”, destaca. Segundo ele, para uma família de quatro pessoas, uma caixa d’água de mil litros é suficiente para que se tenha água por até dois dias, mesmo com o desabastecimento.

Conforme Ferreto, o problema da falta d’água nem sempre é ocasionado pela Corsan. “Outros órgãos públicos também fazem obras na via pública, como, por exemplo, para colocação de rede de fibra ótica”, comenta. “Acidentalmente estas outras obras também podem atingir a rede de água e causar o desabastecimentos”, complementa. 

 

Carina Furlanetto

 

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