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14/01/2021 09:55:22, escrita por Eduarda Bucco

Um pé e mais de mil cachos. Conheça a parreira premiada do seu Moisés Monego

Planta de cerca de 20 metros é cultivada há seis anos para consumo próprio em frente à casa do seu Moisés e de sua esposa, Anna Maria Guadagnini Monego, no bairro Santo Antão

Cada vez mais as parreiras têm feito parte do meio urbano, sendo plantadas em locais pequenos, em pátios de residências, para consumo próprio. Há seis anos, seu Moisés Antônio Monego e sua esposa, Anna Maria Guadagnini Monego, decidiram investir em alguns pés em frente à casa deles, no bairro Santo Antão. “Sempre tive vontade, depois da chuva, de ir comer uva debaixo das parreiras. Então decidimos plantar alguns pés aqui na frente de casa”, relata. 

Neste ano, entretanto, uma das parreiras se destacou em meio aos poucos pés plantados para consumo da família: são mais de mil cachos de uva Isabel. “Eu percebi que estava dando mais que o normal, então decidi contar. Me perdi nos mil”, relata Moisés. 


 

A equipe do SERRANOSSA esteve na residência do casal e constatou a grande quantidade de cachos na planta que tem cerca de 20 metros. “Ninguém acredita. Contamos para nossos familiares e para os meus colegas de trabalho, todos ficam debochando”, brinca. 

Além do pé de uvas Isabel, o casal cultiva variedades de uva Niágara Branca, Niágara Rosa, Francesa e Bordô. Todo o trabalho para manter os cuidados com a plantação é dividido entre o casal, que utiliza os cachos para fazer suco, geleia, vinagre, vinho doce ou mesmo para saborear as uvas debaixo das parreiras. “Todas as parreiras produziram mais neste ano, e em geral, mas essa exagerou”, comenta Moisés. 


 

Casados há 31 anos, Moisés e Anna Maria orgulham-se dessa e de outras plantações que, juntos, fizeram vingar em meio à área urbana. Aos finais de semana, o espaço é utilizado como uma espécie de retiro pelo filho Rafael Guadagnini Monego e por toda a família. 

De acordo com o agrônomo da Embrapa Uva e Vinho, Rodrigo Monteiro, o caso não é comum – poucas videiras produzem tanta quantidade de cachos. “Comercialmente, não se objetiva isso e não se conduz a planta dessa forma (com essa estrutura). Em ambiente doméstico, tudo é possível, mas nem sempre dá certo”, alerta. Apesar disso, analisando as fotografias feitas no local, o profissional afirma que, no caso do seu Moisés, a condução parece ter funcionado. “É uma prova que a natureza e a videira têm um grande potencial e nos surpreendem”, declara. 
 




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