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27/01/2021 17:14:19, escrita por SERRANOSSA

Produtos infantis e eletrodomésticos lideram acidentes de consumo relatados ao Inmetro

Ativo desde 2013, o Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac) recebeu 141 relatos até o último mês de novembro, 29% menos que em igual período de 2019. A maioria das ocorrências (19%) envolveu crianças de até 14 anos. Em 18% dos acidentes relatados houve atendimento médico, enquanto 10% dos casos provocaram afastamento do trabalho.

“Acidentes de consumo podem ter várias consequências e efeitos colaterais, como impacto na produtividade de trabalhadores que precisam se ausentar da empresa, e no custo de sistema de saúde, além de danos sociais, dependendo da gravidade”, assinala Karine Murad, chefe substituta da Divisão de Vigilância de Mercado (Divig).

O grande vilão do Sinmac continua sendo os produtos infantis, que este ano lideraram com 19% dos relatos, principalmente brinquedos, que provocaram 8% dos acidentes registrados no Sistema. Eletrodoméstico foi a segunda família de produtos mais reclamadas, respondendo por 13,5%, seguida por utensílios domésticos, com 8,5%.

Em relação às partes do corpo afetadas pelos acidentes, de acordo com os registros do Sinmac, dos 141 relatos, 12% atingiram dedos das mãos; 8% mãos e 6% pés.

Acidentes de consumo
A ocorrência dos acidentes de consumo não é uma exclusividade do Brasil. Dados estatísticos da Comissão de Segurança de Produtos de Consumo (CPSC), dos Estados Unidos, revelam o registro, em média, de 36 milhões de acidentes de consumo, anualmente; 35 mil mortes deles decorrentes, e aproximadamente 10 milhões de atendimentos médicos - que custam US$ 1 trilhão para os cofres públicos como consequência do tratamento de vítimas, pagamento de indenizações e danos a propriedades.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, os acidentes ou lesões não intencionais representam a principal causa de morte de crianças entre zero e 14 anos. Cerca de 4,7 mil crianças morrem e mais de 120 mil são hospitalizadas anualmente, o que representa um gasto de R$ 83 milhões/ano da rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fiscalização de brinquedos
Desde que foi criado, os relatos ao Sinmac sinalizam que brinquedos são o principal vetor de acidente envolvendo crianças de até 14 anos. Por isso mesmo, este é um dos produtos que recebem intensa fiscalização por parte do Inmetro. Para ter ideia, mesmo este ano com a pandemia alterando a rotina das atividades econômicas, até novembro foram realizadas mais de 4 mil ações de fiscalização com mais de 720 mil brinquedos fiscalizados. “Em períodos especiais, como Dia das Crianças e Natal, as fiscalizações se intensificam”, informa Karine.

 




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