Geral
02/05/2021 10:55:07, escrita por Eduarda Bucco

Ano letivo em 2021 continuará seguindo modelo híbrido: 50% presencial e 50% on-line

Aulas na rede municipal iniciam no dia 08/02 para crianças de 0 a 3 anos e no dia 22/02 para os demais níveis de ensino. No Estado, o calendário das aulas começa em março. Já no IFRS, a retomada deverá acontecer apenas em maio, de forma remota

Apesar da chegada da vacina contra a COVID-19, alguns setores da sociedade continuarão enfrentando restrições pelo menos até a metade deste ano. No ensino, as escolas das redes estadual e municipal seguirão no modelo híbrido: 50% presencial e 50% on-line. A medida visa reduzir o número de estudantes em sala de aula, garantindo o distanciamento. Além disso, professores, servidores e estudantes continuarão seguindo protocolos como uso de máscara e álcool em gel, além das medidas previstas no Plano de Contingência aprovado pelo COE escolar.

No ensino municipal, o ano letivo terá início na próxima segunda-feira, 08/02, para crianças de 0 a 3 anos. Já no dia 22/02, terão início as aulas da pré-escola até o Ensino Médio. Nesses, o retorno será com 50% da capacidade de cada sala de aula. Já nas creches, o atendimento será feito com 50% meio turno e outros 50% no outro meio turno. “Para crianças de Jardim a Ensino Médio, a Rede Municipal vai trabalhar com “Semana A” e “Semana B”. Na Semana A, os primeiros 50% dos alunos frequentarão e, na Semana B, os outros 50% frequentarão. Na semana que o aluno estiver em casa, terá que realizar atividades a distância”, explica a secretária de Educação, Adriane Zorzi. 

No estado, o calendário terá início no dia 08/03, a partir do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. No dia 11/03 está previsto o retorno do 6º ao 9º ano do Fundamental e, no dia 15/03, as séries de Ensino Médio e Técnico. O ano letivo encerra no dia 21/12. “O ensino será híbrido, ou seja, 50% presencial e outros 50% remoto na plataforma Google Classroom”, revela o coordenador da 16ª Coordenadoria Regional de Educação (16ª CRE), Alexandre Misturini. 

Por conta desse cenário, os pais ou responsáveis que quiserem manter seus filhos em casa podem assinar um termo para que o estudante tenha apenas aulas remotas. Conforme a secretaria de Educação, todos os estudantes que não retornarem presencialmente terão acesso às atividades por meio do portal EducarWeb, ou do material impresso caso não tenha acesso ao portal. 

Protocolos

Além dos cuidados pessoais, como uso de máscara, álcool em gel e manutenção do distanciamento, as escolas municipais e estaduais possuem um plano de contingência aprovado pelo COE escolar, o qual segue as normas presentes no decreto estadual. “Este protocolo prevê a higienização do espaço escolar, o cuidado ao acesso na escola com alunos, professores e funcionários, a forma de atendimento destas pessoas, a forma de oferta da merenda escolar, o número previsto de alunos para o atendimento escolar, entre outros”, cita a secretária de Educação, Adriane Zorzi. 

Na rede estadual, o coordenador da 16ª CRE afirma que as escolas estão preparadas para o retorno, com todos os EPIs – máscaras, álcool em gel, tapetes sanitizantes, produtos de limpeza e quatro termômetros por escola – para a segurança de toda comunidade escolar. “Além disso, cada escola possui um COE para averiguação da limpeza, sanitização e também um controle sobre os protocolos de saúde. Tendo em vista todas essas condições as escolas podem oferecer uma volta às aulas segura. Em 2021 seguiremos todos os protocolos, sempre preservando a saúde e a vida de toda a comunidade escolar”, afirma Misturini. 


Foto: Eduarda Bucco/SERRANOSSA
 

Recuperação

No ano passado, mesmo os estudantes que não alcançaram a média necessária foram aprovados nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul, conforme resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE). Por conta disto, neste ano letivo esses estudantes terão um acompanhamento pedagógico, a fim de preencher as lacunas de aprendizagem.

Já na rede municipal, será feita uma avaliação no início deste ano letivo para identificar as dificuldades que ficaram do ano anterior. Dessa forma, os professores deverão destinar um planejamento específico para esses alunos, “proporcionando um olhar individualizado e dando ao professor subsídios para o seu planejamento de acordo com as dificuldades de sua turma”, explica a secretária municipal de Educação. 

Calendário acadêmico

No Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) a retomada do calendário acadêmico está prevista apenas para maio, mas o cenário ainda não foi definido. Nesta sexta-feira, 05/02, foi realizada uma reunião com o Conselho Superior do instituto, o qual reúne os 17 campi do RS, a fim de decidir o futuro do ensino. Até o momento, os campi estão tendo Atividades Pedagógicas Não Presenciais (APNP), tanto nos cursos superiores, quanto nos técnicos integrados ao Ensino Médio. “Essas atividades são paralelas ao calendário acadêmico”, comenta o diretor-geral do campus Bento Gonçalves, Rodrigo Monteiro. 

Conforme adiantado por Monteiro, a retomada do calendário não foi liberada durante a reunião. "Alguns conselheiros solicitaram vistas quanto ao processo e a discussão foi adiada para a próxima semana", revela. 

Se o Conselho Superior decidir pela retomada do calendário acadêmico em maio, o diretor-geral explica que as APNPs seguirão sendo realizadas até abril, sendo posteriormente validadas todas as atividades ofertadas desde o ano passado. “No nosso dimensionamento aqui [no campus Bento] os cursos superiores fecham o ano de 2020 em abril. Já o Médio Técnico Integrado, como tem cargas horárias maiores, precisaria até o meio do ano para finalizar 2020”, explica. Os terceiros anos do Ensino Médio estão sendo priorizados, com cargas horárias de atividades maiores, para que consigam finalizar o ano letivo de 2020 antes da metade deste ano. 

O mês de maio foi estipulado por conta do segundo ciclo da APNP, aprovado ainda no ano passado. “O primeiro terminou em dezembro e já ficou aprovado um segundo ciclo que vai até abril”, esclarece. 

Mesmo que a retomada do calendário acadêmico seja aprovada, a expectativa é que o ensino continue sendo realizado de forma não presencial. Monteiro comenta que a mudança de cenário dependerá do quadro da pandemia e da vacinação dos servidores dos campi. “Aí pode ser que tenhamos alguma flexibilização, com escalonamento e número reduzido. Mas a princípio será não presencial a partir de maio”, ressalta. 
 




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