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05/04/2021 16:22:24, escrita por SERRANOSSA

Operação Union investiga fraude em licitações e cumpre 230 mandados no RS

Foi deflagrada nesta terça-feira, 04/05, pela Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público/RS, a Operação Union, que investiga crimes em licitações, crimes contra a administração pública, crimes contra a ordem econômica, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Rio Grande do Sul. O alvo é um grupo econômico que atua no mercado de prestação de serviços de vigilância patrimonial privada, limpeza, portaria e similares.

A investigação foi realizada pela 2ª Delegacia de Polícia de Combate à Corrupção/Deic e pela Delegacia de Polícia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro/Deic. A ação também contou com a cooperação institucional da Contadoria e Auditoria Geral (CAGE/RS), Polícia Federal e Procuradoria Geral do Estado/RS.

Mais de 500 policiais civis, juntamente com agentes do MP/RS, policiais federais, e auditores da CAGE/RS, cumprem 230 ordens judiciais, dentre as quais prisões preventivas, buscas e apreensões, afastamentos de sigilos bancário, fiscal e econômico, medidas cautelares de congelamento patrimonial consistentes em bloqueio de contas bancárias, indisponibilidades de veículos (avaliados em R$ 2 milhões) e de imóveis (avaliados em R$ 9 milhões). As ordens judiciais estão sendo cumpridas em 10 cidades gaúchas, incluindo capital, região metropolitana e litoral.

Prisões e apreensões
Cinco pessoas foram presas, sendo apreendidos diversos documentos, armas, computadores, celulares e joias. Em um dos imóveis onde foram cumpridos os mandados, foram encontradas 33 armas. Os documentos serão analisados pelas equipes e devem complementar as investigações.

ENTENDA O CASO:

A investigação identificou uma organização criminosa disfarçada de grupo econômico que estabelecia contratos com órgãos públicos do Rio Grande do Sul e de outros Estados a fim de obter vantagens, ocasionando prejuízos aos cofres públicos, além de violações de direitos trabalhistas.

Segundo a polícia, a organização criminosa seria composta por aproximadamente 70 pessoas que explorariam 50 empresas, incluindo restaurante, lotérica e sociedade de gestão de ativos. As empresas manipuladas pelo esquema concorriam nas disputas de licitações, trazendo ares de legalidade e respeito ao caráter competitivo dos certames, porém, na prática, faziam ajustes prévios de preços, formatavam atuação nos certames eleitos e desenvolviam execução dos objetos dos contratos de forma fraudulenta, além de abusar do poder econômico, tentando eliminar a concorrência no respectivo mercado de prestadores de serviços, com isso obtendo vantagens decorrentes das adjudicações dos objetos contratados.

Estima-se que a organização criminosa tenha obtido dos cofres públicos cerca de R$ 1 bilhão e figure como ré em aproximadamente 11 mil ações judiciais, gerando também prejuízo em tributos ao erário na ordem de R$ 150 milhões.




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