Negócios
27/06/2020 13:44:30, escrita por SERRANOSSA

Opinião: A Inteligência Artificial e o futuro do emprego


 

Elas já estão entre nós, caro leitor! Sim, as máquinas inteligentes com capacidade de aprender já fazem parte do nosso cotidiano há muitos anos. Para aqueles que cresceram entre as décadas de 80 e 90, talvez o conceito de Inteligência Artificial (IA) não seja tão estranho. E mesmo hoje usamos tais sistemas inteligentes para fazermos tarefas rotineiras e, na maioria das vezes, nem nos damos conta. É bem provável que você já tenha interagido com alguma dessas máquinas ou sistemas inteligentes hoje, conferindo seu saldo bancário, fazendo alguma compra pela internet, recebendo alguma recomendação de algum site de serviços.

No entanto, conforme a tecnologia de IA se desenvolve, muitos temores profetizados por personalidades, das mais diversas áreas de atuação, alertam sobre os perigos da inteligência artificial. Para Elon Musk, o dono da Tesla, a inteligência artificial é mais perigosa que as armas nucleares. Em um futuro distópico, segundo tais profetas, as máquinas poderiam se rebelar contra nós, os seus criadores.

Bem, vamos com calma! O que chamamos de máquinas ou aplicativos dotados de alguma tecnologia de Inteligência Artificial nada mais são do que uma obra do intelecto humano. No entanto, essa criação humana não tem capacidade (ainda!) de aprender por conta própria e se rebelar contra o seu criador. Esses sistemas com “inteligência” aprendem coisas simples e repetitivas, o que, tecnicamente, chamamos de padrões recorrentes.

No entanto, como temos observado, a IA já atende a objetivos práticos, como redução de custos e otimização de processos e tarefas considerados essencialmente repetitivos. E isso nos leva ao real ponto de discussão dessa tecnologia: algumas profissões deixarão de existir.

Para o autor Kai-Fu Lee, investidor e especialista em IA e autor do livro Inteligência Artificial (lançado no Brasil), 40% dos empregos do mundo poderão ser realizados por máquinas. “A inteligência artificial irá cada vez mais substituir os trabalhos repetitivos, não apenas o trabalho braçal, mas também o intelectual.”

A questão fundamental que permeia o perigo da IA nas nossas vidas é que, além de muitos empregos deixarem de existir, outros tantos serão criados. Mas a pergunta que fica é: o que acontecerá, em uma sociedade tecnológica de um futuro próximo, com os indivíduos e setores econômicos que não conseguirem acompanhar essa evolução? Estaríamos criando uma classe de pessoas marginalizadas e que, em última instância, não seriam mais necessárias para os indivíduos que se beneficiam dessa tecnologia e para economias mais avançadas? Como lidar com essa possibilidade?

De uma coisa podemos estar certos: as máquinas nunca serão criativas ou capazes de expressar empatia. Isso é premissa e um diferencial do ser humano. Será que essa empatia, algo tão humano, conseguirá proteger aqueles que a evolução tecnológica descartou? Aguardemos os próximos capítulos dessa saga intitulada evolução humana.




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