Política
20/12/2019 22:24:34, escrita por SERRANOSSA

Vereador Moacir Camerini tem mandato cassado na Câmara

O vereador Moacir Camerini (PDT) teve seu mandato cassado na Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves durante sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira, dia 20. Foram 12 votos a 3, em sessão que durou cerca de 4 horas. 

Votaram a favor da cassação os vereadores Carlos Roberto Pozza (PP), Delarci Martins de Lima (PP), Edson Biasi (PP), Gustavo Sperotto (DEM), José Antônio Gava (PDT), Leocir Lerin (MDB), Marcos Barbosa (PRB), Paulo Roberto Cavalli (PTB), Rafael Pasqualotto (PP), Sidinei da Silva (PPS), Thiago Fabris (PP) e Valdemir Marini (PTB). Já Agostinho Petroli (MDB), Edilson de Medeiros Marques (PSC) e o próprio Camerini foram contrários à cassação. O vereador Moisés Scussel (PSDB) se absteve, em razão de uma viagem, enquanto Neri Mazzochin (PP) votou nulo.

 


Foto: Divulgação/Câmara


 
A acusação teve embasamento no relatório de conclusão da CPI das Fake News, que após análise de documentos, perícias e oitivas, apontou que o vereador Camerini utilizou da estrutura física e funcional (ex-assessores) da Câmara Municipal, para a criação e manutenção de perfis falsos nas redes sociais, com o intuito de disseminar conteúdos de imagens, vídeos, comentários caluniosos, falsos e difamatórios contra autoridades e colegas vereadores.

Aberta a sessão, os cinco suplentes convocados para suprir a vaga dos vereadores impedidos de votar, tomaram posse. São eles: Carlos Pozza (Progressistas), José Antônio Gava (PDT), Edilson Medeiros Marques(PSC), Delarci Martins de Lima “Cascão” (Progressistas) e Thiago Fabris (Progressistas).

Após, a leitura do parecer da Comissão Processante e antes de abrir espaço para manifestação dos vereadores inscritos, a defesa do denunciado solicitou a leitura de peças do processo, que durou até às 16h30min. Encerrada a leitura, cada parlamentar teve 15 minutos para se manifestar. 

Em seguida, iniciou o tempo de duas horas para a defesa de Camerini. 

Na sequência, vou aberta a votação nominal. Dos 17 vereadores, doze foram favoráveis, sendo contrários apenas os vereadores Agostinho Petroli (MDB), Edilson Marques e o vereador Camerini. O vereador Moisés Scussel Neto (PSDB) estava ausente por cumprir agenda parlamentar em Brasília, e o voto do vereador Neri Mazzochin (Progressistas) foi considerado nulo, pois o mesmo absteve-se de votar.

O rito de todo processo, seguiu o que disciplina o Decreto Lei nº 201/1967.

Camerini perde o mandato, no entanto, não perde seus direitos políticos. 

Nas duas últimas sessões ordinárias do ano, marcadas para a manhã de segunda-feira (23) –  sendo a primeira às 9h30 e a segunda, às 11h –, assume o lugar de Camerini o suplente José Gava.

 


 

Relembre o caso

A abertura do processo de cassação foi acatada em plenário no dia 21 de outubro de 2019. De acordo com os denunciantes, o pedido teve por base o relatório da CPI das Fake News e se deu por conduta indecorosa do parlamentar acusado, destacando o que consideram uma infração constante no Regimento Interno da Casa e da Lei Orgânica do Município. “A conduta do denunciado não foi condizente com a moralidade do Poder Legislativo, conforme o que se apurou na CPI diante de atitudes que desprestigiaram e desprestigiam a Câmara e seus membros em flagrante prejuízo a imagem do Poder Legislativo”, diz um dos trechos lidos na sessão do dia 21 de outubro, pelo segundo-secretário da Mesa Diretora, vereador Paulo Roberto Cavalli, o Paco (PTB). Todo trâmite seguiu o que diz o Decreto Lei nº 201/1967.




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