Saúde
21/11/2020 15:00:00, escrita por Eduarda Bucco

Profissional de Educação Física revela como o veganismo melhorou sua qualidade de vida

A adoção de uma dieta vegana ainda gera controvérsias inclusive entre profissionais da área nutricional, que argumentam sobre os importantes nutrientes presentes nos alimentos de origem animal. Entretanto, exemplos de atletas ao redor do mundo mostram que é possível, sim, aliar a alimentação à base de produtos de origem vegetal com um estilo de vida mais saudável. Em Bento Gonçalves, a profissional de Educação Física Franciele Magnon, de 24 anos, se tornou vegana há pouco mais de um ano e os efeitos no seu dia a dia têm sido positivos. “Eu fiz essa opção para a minha vida pelo amor aos animais, pelo Planeta e pela minha saúde. Após algum tempo fazendo pesquisas sobre o assunto, lendo artigos e assistindo documentários, percebi que o veganismo além de ser um ato de amor a todas as formas de vida, é também um ato político e uma medida necessária quando se pensa em andar em harmonia com o planeta em que vivemos”, declara. 

Franciele conta que a transição ao estilo de vida foi fácil, mas que procurou o auxílio de sua nutricionista para evitar que faltassem nutrientes essenciais em seu corpo. “A maioria das pessoas acha que é difícil ser vegano e que podemos morrer por não comermos proteína suficiente, mas comemos muita proteína, porém vinda de vegetais como o feijão, a lentilha, o grão de bico, a soja, entre muitos outros”, explica. Atualmente, sua dieta é baseada em grãos,  legumes, vegetais e frutas. Com isso, ela afirma que sentiu uma evolução significativa em seus treinos. “Consegui ter um ganho de massa muscular e também uma boa perda de gordura. Posso dizer que me sinto muito mais disposta e com mais força, sem dúvidas”, comenta. 

Ser vegano é caro? “Na verdade, ser vegano é caro se você não comer comida de verdade. Se a sua dieta for baseada em barrinhas de cereal, produtos industrializados e etc., ser vegano vai ser caro e nada saudável”, afirma Franciele. A profissional de Educação Física explica que sua rotina não inclui compras em estabelecimentos voltados a produtos saudáveis e veganos, mas sim em feiras ecológicas. “Prefiro ir a uma feira e sair de lá com uma sacola cheia de bons alimentos, que vão durar a semana inteira e que custam, no máximo, R$ 40”.


Foto: Catiane Grassi

Em relação aos produtos de beleza e vestuário, que também precisam ser adaptados no estilo de vida vegano, Franciele relata que não sentiu dificuldades. Para tanto, é necessário se informar nos rótulos dos produtos ou com a própria fabricante, a fim de se certificar que ele não foi testado em animais ou que não utiliza nenhuma substância ou material de origem animal.  “Hoje em dia conseguimos encontrar uma grande variedade de produtos que são veganos e que possuem um bom preço, só precisamos ser conscientes com as nossas escolhas”, afirma. 

E como aderir ao estilo de vida? Na visão da profissional, as pessoas que desejam aderir ao veganismo devem estar dispostas a abandonarem hábitos e costumes que já estão enraizados em sua família e na própria sociedade. “Hoje em dia comer carne, ovos, leite e derivados já não é mais uma questão de sobrevivência, é uma questão de costume. Era sobrevivência quando precisávamos caçar para ter nosso alimento, inclusive nessa época existia respeito pelo que era caçado, afinal aquilo representava a sobrevivência daquelas pessoas, mas hoje em dia a industrialização e a busca desenfreada por dinheiro, tornou esse processo desrespeitoso”, analisa. 

Franciele ainda ressalta que todo ser vivo é formado por energias e que essas podem ser repassadas ao nosso organismo na hora de nos alimentarmos de produtos de origem animal. “A partir do momento que ingerimos um ser que passou por sofrimento na hora de seu abate, ou que ficou em confinamento para produzir ovos ou leite exaustivamente, estamos colocando uma energia negativa para dentro de nós”, comenta.  

Dessa forma, a profissional instiga a pensarmos no veganismo como uma urgência planetária, a fim de mudarmos a forma de nos relacionarmos com a natureza. “O não entendimento de que tudo no nosso planeta está interligado, está gerando desequilíbrios, os quais estão gerando desastres ambientais severos e isso só irá piorar com o passar dos anos se não revermos nossas atitudes”, finaliza. 
 




Curta o SERRANOSSA