Segurança
01/02/2019 17:05:49, escrita por Greice Scotton Locatelli

O ano mais violento da história termina com 52 assassinatos

O ano de 2018 começou relativamente tranquilo, teve um pico de violência em março – com 10 assassinatos registrados – e até o final do novembro manteve a preocupante média de um caso por semana.  Quando a situação pareceu se acalmar, com mais de 30 dias sem mortes desse tipo, dois casos aconteceram com um intervalo de apenas 48 horas e em circunstâncias atípicas no final de dezembro: uma das vítimas teve o corpo encontrado em estado de decomposição na BR-470, enquanto a outra foi carbonizada no porta-malas de um carro na linha Passo Velho, interior de Bento Gonçalves. Os crimes fecharam um ano de estatísticas recordes e assustadoras: 52 assassinatos registrados, uma média de um caso a cada 7 dias.

Hermes Poloni, de 66 anos, e Alexandre Calza, de 37, foram as vítimas mais recentes. Poloni era morador do bairro Progresso. Diariamente, recolhia latinhas na área central para vender a empresas de reciclagem. O corpo dele foi encontrado em estado de decomposição na tarde de sexta-feira, dia 28, por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele teria sido asfixiado com uma meia, que foi colocada em sua garganta. Ainda não há pistas sobre o autor do crime. A investigação ficará a cargo da 1ª Delegacia de Polícia.

Calza era morador de Veranópolis e foi encontrado morto no porta-malas do Chevette dele, queimado na localidade de Passo Velho, interior de Bento Gonçalves, na noite de domingo, dia 30. Embora a identificação oficial ainda não tenha sido confirmada pela Polícia Civil – seria feita por meio de exames de DNA –, familiares da vítima têm certeza da identificação dele, que desapareceu poucas horas antes da localização do carro. 

 

 


 



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