Trânsito
12/06/2019 10:23:40, escrita por Greice Scotton Locatelli

União em prol do prolongamento da BR-448

Liderados pela Amesne, municípios e entidades se juntam para que extensão que ligaria a “Rodovia do Parque” até a cidade de Portão seja obra prioritária

Fazer com que o prolongamento da BR-448 se torne uma prioridade para todas as regiões que seriam beneficiadas com a obra. A ideia de “engrossar o coro” ganhou força há cerca de três meses a partir de uma iniciativa da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) e agora mobiliza lideranças e entidades representativas de diversas cidades do Rio Grande do Sul.

“Como presidente da Amesne, eu senti uma dificuldade na hora de falar pelos municípios com lideranças nacionais. Havia diferentes entidades, cada uma com suas demandas. E sabemos, por experiência, que quando há muitas prioridades, nenhuma acaba sendo prioridade efetivamente. Então discutimos o que gostaríamos de priorizar enquanto região e a BR-448 apareceu como pauta principal”, detalha o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin.


Foto: João Pedrassani


O trecho compreende uma extensão de aproximadamente 19 quilômetros entre Sapucaia do Sul, na continuação da BR-448 (Rodovia do Parque) até a cidade de Portão (ERS-240). Mesmo tendo uma extensão relativamente pequena, de 19km, o prolongamento traria um enorme benefício para várias regiões: além de facilitar o deslocamento de 1,2 milhão de pessoas, otimizará o escoamento da produção de bens para o Porto de Rio Grande e para o restante do Estado e amenizará os transtornos causados pelo excesso de veículos que utilizam a região da Scharlau, em São Leopoldo, para acessar a BR-116, na Região Metropolitana.


A estimativa é que, atualmente, cerca de 140 mil veículos trafeguem por dia na BR-116, na região da Scharlau, em São Leopoldo – desses, 40 mil utilizariam a extensão da BR-448 para acessar a região metropolitana, o que diminuiria significativamente o movimento no trecho, além de facilitar o escoamento da produção de diversas regiões do Estado. Foto: Divulgação/DNIT


“A ideia é que, a partir da determinação dessa pauta única, as entidades sigam batalhando por suas demandas individuais, mas defendam a mesma bandeira quando o assunto for demanda regional, já que essa obra beneficiaria muitas regiões gaúchas”, especifica Pasin. Desde então, o prolongamento da BR-448 tem ganhado cada dia mais adeptos: no último dia 28 foi realizada, em Portão, uma reunião para debater o prolongamento, encontro que se repetirá no dia 14. “O ano de 2020 é crucial, especialmente a primeira quinzena de outubro. Sabemos que as prioridades atuais do governo federal para o Rio Grande do Sul são a Ponte do Guaíba e a duplicação da BR-116 Sul. Ambas devem ser entregues ou estarem muito próximas disso em 2020. Queremos que o prolongamento se torne a prioridade do Estado após essas obras, para que os recursos sejam alocados para execução em 2021. Até 2023 é possível entregar esse prolongamento se conseguirmos cumprir essas etapas”, estima o prefeito.


Pasin explica que é uma obra que, apesar de relativamente pequena em extensão, tem um custo bastante elevado, que pode beirar R$ 1 bilhão, já que a região é alagadiça, o que obriga a elaboração de um projeto bastante complexo, com pistas suspensas. O Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica e Ambiental (EVTEA), necessário para posterior elaboração do projeto e do início das obras de prolongamento da rodovia, foi anunciado em julho e já foi concluído. “É o primeiro passo. A partir disso o DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre] escolhe a forma de avanço. Nossa meta é chegar a outubro do ano que vem com o clamor da região para sensibilizar o governo de que a obra é prioritária, tal qual conseguimos, há alguns anos, com a federalização da BR-470”, diz Pasin. 



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