Vida & Estilo
08/09/2019 11:10:27, escrita por Greice Scotton Locatelli

Hipnose Condicionativa proporciona resultados positivos em caso de esquizofrenia

Marcos foi diagnosticado aos 16 anos e hoje, com ajuda da técnica, leva uma vida praticamente normal

Marcos é um jovem de 19 anos que há três foi diagnosticado com esquizofrenia, um transtorno psiquiátrico em que uma alteração cerebral dificulta o correto julgamento sobre a realidade. A doença é crônica e complexa e exige tratamento por toda a vida. O diagnóstico, como acontece na maioria dos casos, veio na adolescência. “A primeira crise ocorreu quando ele tinha 16 anos. Durante a madrugada, ele acordou transtornado, com alucinações. Desde então, o comportamento dele mudou. Ele se isolou socialmente e se tornou depressivo”, conta a mãe, Nadir. O susto foi tão grande que ela procurou ajuda imediatamente, com um médico psiquiatra. “O Marcos logo foi diagnosticado com esquizofrenia e perdemos o chão. Foi arrasador saber que era uma doença para a qual não existe cura, que as crises poderiam acontecer a qualquer momento e, ao mesmo tempo, não saber o que causa isso”, comenta.

Nadir conta que o tratamento com medicação começou e as crises cessaram, mas o comportamento introspectivo e as dificuldades de socializar e de se motivar continuavam sendo um problema. Dois anos após a primeira crise, uma alteração na dosagem do medicamento, sugerida por outra profissional, desencadeou um novo episódio  de esquizofrenia e fez com que a família procurasse alternativas que complementassem o tratamento convencional. “Foi quando eu descobri a hipnose condicionativa. Logo nas primeiras sessões notamos uma melhora grande no comportamento dele. Depois de anos deprimido, sem motivação para estudar ou trabalhar, o Marcos ergueu a cabeça e passou a correr atrás. Hoje está trabalhando, com perspectivas de crescer na empresa, quer inclusive fazer Carteira de Habilitação. Parece outro rapaz, menos inseguro, sem as crises de insônia que tanto complicavam a rotina e se relacionando com as pessoas. Depois da hipnose condicionativa, ele leva uma vida praticamente normal e feliz. E é isso que uma mãe quer para o seu filho: que ele seja feliz”, emociona-se.

 


 

A hipnóloga Adriele Sopelsa, de Garibaldi, foi a profissional escolhida pela família para o tratamento de hipnose condicionativa. “Essa técnica pode ajudar em quadros como o de esquizofrenia a partir do momento em que a doença é associada a traumas que podem ter acontecido em qualquer fase da vida da pessoa. Além disso, também pode ser utilizada em casos de fobias, déficit de atenção, hiperatividade e até mesmo para melhor rendimento em provas e concursos, entre vários outros problemas. Para isso,  é imprescindível que a pessoa esteja disposta a melhorar. Não adianta, por exemplo, os pais quererem e o filho resistir, ou a esposa achar que o marido precisa de ajuda e ele não estar convencido disso. Quando há essa vontade do paciente, os resultados são excelentes”, comenta. Ela alerta, no entanto, que, no caso de doenças como a esquizofrenia, trata-se de um complemento à intervenção tradicional. “A pessoa precisa continuar o tratamento indicado pelo psiquiatra, inclusive com medicação. A hipnose condicionativa entra como um complemento para ajudar no dia a dia, reduzindo a ansiedade e eliminando os sintomas depressivos, a insônia e  a falta de motivação, além de trazer inúmeros outros benefícios”, enumera. 

A duração do tratamento varia de acordo com cada caso. “Isso geralmente é definido durante o atendimento, conforme a evolução do paciente. Alguns apresentam ótima resposta com cinco sessões, outros precisam de dez ou doze”, detalha Adriele. Os encontros têm duração de até 2 horas, iniciando com relaxamento. “Durante a sessão, não é necessário que o paciente se exponha, relatando seus sentimentos ou falando, é preciso apenas ouvir aquilo que está sendo dito pela terapeuta. A hipnose condicionativa não tem o objetivo de descobrir a causa que originou o problema, mas, sim, solucioná-lo, recondicionando o paciente para novas maneiras de agir e de viver, o que acaba impactando positivamente na qualidade de vida dele e de todos com quem convive”, explica Adriele.

 


 



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