Operação Lamaçal: PF prende ex-prefeito de Lajeado

O ex-prefeito de Lajeado Marcelo Caumo foi preso na manhã desta quinta; operação também cumpriu mandados em Garibaldi

Operação Lamaçal: PF prende ex-prefeito de Lajeado.
Toc-toc: PF bateu na porta do ex-prefeito Marcelo Caumo hoje cedo. Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (26) a segunda fase da Operação Lamaçal para investigar o possível desvio de recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à Prefeitura de Lajeado após as enchentes de maio de 2024. Entre os presos está o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo.

Operação Lamaçal

A primeira etapa ocorreu em novembro de 2025. A análise do material apreendido reforçou a suspeita de direcionamento de licitações e de contratação de empresas com valores acima do mercado.

Segundo a investigação, três licitações envolveram empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços como psicologia, assistência social, educação social e apoio administrativo. Auditoria da Controladoria-Geral da União aponta que as contratações diretas, justificadas pelo estado de calamidade, podem não ter garantido a proposta mais vantajosa. Os contratos analisados somam cerca de R$ 120 milhões.

Toc-toc: Polícia Federal

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região expediu 20 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, além de determinar o afastamento cautelar de dois investigados. A Justiça também autorizou a apreensão de três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos relacionados ao caso.

As diligências ocorreram em Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Em Garibaldi, a PF cumpriu mandados em dois endereços, no Centro e no bairro Cairú.

Marcelo Caumo

Foi preso temporariamente nesta quinta-feira o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, que governou o município entre 2017 e 2023 e também atuou como secretário estadual de Desenvolvimento Urbano do governo Eduardo Leite. Uma empresária ligada ao grupo investigado também foi presa, e uma vereadora de Encantado foi afastada do cargo.

Os investigados poderão responder por desvio de verba pública, fraude em licitação, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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