Operação Retomada continua em setembro

A Operação Retomada, que está sendo realizada pelo 3º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (3º Bpat) em Bento Gonçalves, já prendeu 28 pessoas em situação ilícita, além de apreender 6 menores. Iniciada em 15 de agosto, a ação está recebendo reforço de efetivo do Pelotão de Operações Especiais (POE) e do setor de inteligência de Caxias do Sul. Operando 24 horas por dia, as guarnições obedecem a um planejamento de trabalho que está sendo feito, de forma exclusiva, através de barreiras, abordagens e patrulhamento. O comando da Brigada Militar (BM) diz que não há prazo para encerramento do trabalho, mas que deve continuar pelo menos até setembro.

Segundo a BM, das 28 prisões efetuadas, 9 referem-se à foragidos da Justiça. Em 14 dias – os dados são relativos ao período entre 15 e 28 de agosto – foram abordadas 2.633 pessoas e fiscalizados 1.689 veículos. Durante as operações, a BM apreendeu 290 pedras de crack, 3,50 gramas de cocaína, 103,62 gramas de maconha, armas, munições e objetos sem procedência. 

O comandante do 3º Bpat, major José Paulo Marinho, afirma que os números são expressivos. “Nós tivemos resultados muito interessantes e positivos nesses dias de atuação em Bento Gonçalves. Observamos uma redução bastante considerável no número de roubos na cidade depois que adotamos essa medida”, comemora. 

O comandante explicou que o efetivo que está trabalhando na “Operação Retomada” não atende ocorrências. O contingente, que ultrapassa 25 homens, está disponível somente para as ações específicas que estão sendo realizadas nos bairros e ruas e, principalmente, nos locais onde foi verificada ação mais intensa de criminosos. “Essa operação possui vários focos, é feita através de barreiras, patrulhas, abordagens, enfim, ela é bastante diversificada. Nosso objetivo é prender assaltantes e isso está sendo cumprido. Entre as pessoas presas estão responsáveis por praticarem assaltos a farmácias, postos de combustíveis e mercados da cidade”, afirma. 

Segundo o comandante do 3º Bpat, uma reunião realizada nesta semana com o Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO/Serra) garantiu que a operacionalidade das ações seguirão no mês de setembro. “Esta operação não tem data para acabar, não tem dia, não tem horário. Nós estamos alternando os horários desta operação, até para surpreender os marginais”, garante. 


Legislação

Há tempos o comandante alerta sobre a legislação ser branda, fazendo com que a BM faça o retrabalho no policiamento ostensivo. “Quase um terço das prisões efetuadas foram de pessoas que estavam livres, sendo que eram evadidas de alguma casa prisional do Estado”, reclama. Marinho salienta que não existem culpados e que cada instituição trabalha dentro das suas possibilidades. “Não quero me fazer entender errado, quando falo em falhas na legislação, não estou, de forma alguma, apontando culpados ou dizendo que há erros nos outros órgãos, apenas ressalto que está na hora de uma maior pressão popular para que criminosos fiquem realmente na cadeia. Precisamos de uma mudança na legislação”, explica. 

Apesar de a BM ter efetuado diversas prisões, isso ainda não é garantia de que esses criminosos fiquem presos. “Nem sabemos por quanto tempo ficarão detidos. A comunidade precisa saber que não podemos colocar toda a responsabilidade na Brigada. O que precisa ter fim é esse ciclo de prende e solta. Nosso papel é de efetuar a prisão em flagrante dos delinquentes que estão em situação ilícita, que estão praticando crimes na cidade. A partir daí, a comunidade também tem que acompanhar a sequência do fato para que possa cobrar não só da BM, mas também das outras instituições, que por sua vez possam cumprir suas ações e dar tranquilidade”, desabafa. “Veja a estrutura que foi montada para essa operação. Tudo isso valerá de nada se esses criminosos não ficarem presos. Não há como manter toda essa operação de forma permanente na cidade”, indaga Marinho, fazendo referência a brechas da legislação que beneficiam os criminosos.


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