Paciente recebe alta do Hospital Tacchini após 113 dias internado

Nelson Allebrandt recebeu alta no Hospital Tacchini, em Bento Gonçalves, após enfrentar 113 dias de internação e desafios clínicos

Paciente recebe alta do Hospital Tacchini após 113 dias internado.
Nelson Allebrandt, 55 anos, é aplaudido por familiares e pela equipe multidisciplinar do Hospital Tacchini ao receber alta após 113 dias de internação. Foto: Assessoria de Imprensa Tacchini

Nos últimos meses, a vida de Nelson Allebrandt, de 55 anos, foi marcada por inúmeros desafios clínicos complexos e sucessivas intervenções cirúrgicas. Após 113 dias, ele recebeu alta hospitalar no Hospital Tacchini, em Bento Gonçalves.

Corredor de palmas

A saída do senhor Nelson Allebrandt foi celebrada com um corredor de palmas formado por familiares e profissionais de saúde do Hospital Tacchini. O gesto simbolizou não apenas o fim de um longo tratamento, mas também a vitória do cuidado multidisciplinar.

A internação começou após uma cirurgia de apendicite, realizada no fim de novembro, em Carlos Barbosa. O que inicialmente parecia um procedimento comum evoluiu para um quadro grave. O paciente apresentou complicações como fístulas intestinais (perfurações que provocam vazamentos no intestino), além de infecção generalizada e sepse abdominal. Desde então, ele passou por mais de 20 intervenções no bloco cirúrgico, enfrentando um ciclo delicado de procedimentos e recidivas.

Caso exigiu abordagem contínua e especializada

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Tacchini, Dr. Leandro da Rocha, o caso exigiu uma abordagem contínua e altamente especializada.

“Nós fechávamos as fístulas e reforçávamos os pontos, mas elas reabriam mesmo assim. Foi um processo muito difícil e raro, que exigiu persistência, estudo e acompanhamento constante. Chegou um momento em que optamos por exteriorizar o intestino, como em uma colostomia, para permitir a cicatrização adequada do abdômen”, explica o Dr. Leandro.

Após cerca de dois meses e meio, com a estabilização do quadro, a equipe realizou uma nova cirurgia para reverter a colostomia e fechar as fístulas. Mesmo assim, dias depois, surgiu uma nova perfuração de forma espontânea. Diante disso, a equipe adotou uma estratégia conservadora: os profissionais suspenderam a alimentação oral e mantiveram a nutrição exclusivamente venosa, permitindo que o organismo cicatrizasse naturalmente.

Recuperação exigiu nutrição controlada e acompanhamento

Durante grande parte da internação, Nelson permaneceu sem se alimentar pela boca, dependendo exclusivamente de nutrição parenteral. Com a evolução clínica, a equipe reintroduziu gradualmente a alimentação oral. Hoje, ele não apresenta mais fístulas nem necessidade de colostomia.

No entanto, o paciente precisará de acompanhamento nutricional rigoroso. Isso ocorre porque as múltiplas cirurgias resultaram em um quadro de “intestino curto”, o que reduz a capacidade de absorção de nutrientes.

“O mais importante é que ele está bem e com perspectiva de uma vida normal, desde que siga corretamente as orientações nutricionais. Foi um caso muito complexo, mas com desfecho positivo. Estamos todos muito felizes por ele”, destaca o médico.

Trabalho integrado

Ao longo dos mais de três meses de internação, o paciente também passou por diversas passagens pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a episódios de infecção e descompensações clínicas. Mesmo diante das dificuldades, a evolução foi gradualmente favorável, refletindo o trabalho integrado entre as equipes de medicina, enfermagem, fisioterapia, nutrição e demais profissionais envolvidos.

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