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Para barrar decretos de Leite, entidades propõem aumentar ICMS para 19%

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A partir de 1º de abril entram em vigor os decretos de revisão de benefícios fiscais de dezenas de setores

Foto: Maurício Tonetto/Secom

Em reunião realizada na tarde de quarta-feira, 27/03, no Palácio Piratini, um grupo de 24 entidades propôs ao governador Eduardo Leite (PSDB) que o Estado retome a discussão de ajuste na alíquota modal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Se aprovada, a medida, proposta pelo governo gaúcho no ano passado, substituiria os decretos de revisão de benefícios fiscais editados no fim de 2023 e que passam a vigorar a partir de 1° de abril. O governador prometeu uma análise rápida da sugestão das entidades empresariais.

“Faremos uma reunião com a equipe para avaliar as condições técnicas e políticas e as alternativas apresentadas. O importante é que se tenha um debate honesto e sincero sobre o assunto”, afirmou Leite. “O governo não quer arrecadar para ter mais dinheiro, mas porque precisa de receitas para atender a população em serviços essenciais, como saúde, educação e segurança pública.”

O porta-voz da entrega do documento foi o presidente da Cotrijal e da Expodireto Cotrijal, Nei Manica. “Os decretos são mais impactantes aos setores produtivos, e por isso defendemos a alíquota básica de 19% [atualmente é de 17%], porque também sabemos dos desafios do Estado para manter o equilíbrio fiscal e continuar investindo em áreas estratégicas para o desenvolvimento”, explicou.

Se aprovada pela Assembleia Legislativa, a mudança da alíquota valeria a partir de 2025. Durante a reunião, que contou com a presença de deputados da base aliada e secretários de Estado, Leite anunciou mudanças nos decretos de benefícios fiscais. Será alterada a vigência do decreto que estipula a limitação do chamado Fator de Ajuste de Fruição (FAF), e a redução do percentual de incentivos para defensivos agrícolas mudou de 40% para 30%.

Entidades que apoiam ajuste na alíquota modal do ICMS

  • Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul (Acergs)
  • Associação das Entidades Representativas da Classe Empresarial da Serra Gaúcha (Cics Serra)
  • Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil)
  • Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS)
  • Associação dos Produtores Hortigranjeiros da Ceasa/RS (Assphcergs)
  • Associação dos Usuários da Ceasa/RS (Assucergs)
  • Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav)
  • Associação Gaúcha de Supermercados (Agas)
  • Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas)
  • Associação Gaúcha dos Produtores de Maçã (Agapomi)
  • Associação Nacional dos Distribuidores de Defensivos e Produtos Veterinários (Andav)
  • Associação Rio-Grandense de Transporte Intermunicipal (RTI)
  • Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS)
  • Federação das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio Grande do Sul (Fetergs)
  • Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS)
  • Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa)
  • Ocergs Organização Cooperativa
  • Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Rio Grande do Sul (Sicepot-RS)
  • Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Estado do RS (Sindibritas)
  • Sindicato da Indústria de Biodiesel e Biocombustíveis do Rio Grande do Sul (Sindbio-RS)
  • Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs)
  • Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat)
  • Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Rio Grande do Sul (Sinditrigo-RS)
  • Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul (Sips)